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| Elizabeth Taylor |
Andei sumida, eu sei.
E sei como é chato entrar em um blog que não se atualiza.
Que não vibra. Que não vive.
Se puderem perdoem minha morte temporária.
Mas escrever é vital para mim, acredito até que na morte.
Andei escrevendo nela por outros meios, andei procurando outros caminhos, a maioria deles foram caminhos de dor.
Outro dia me peguei dizendo (a maldita transparência): “não consigo mais ser feliz.”
Por isso o blog parou. Minha vida parou também. Foi um tempo de dor suspensa no ar.
Dividirei aqui com certeza depois os manuscritos deste espaço de tempo, pois é, na dor mais profunda é ao caderno de linhas que me entrego, que me escondo e me purifico.
A tecnologia, o tempo e espaço sem divisões ou barreiras que me perdoem, eu ainda gosto do gasto.
Mas eu estou tentando respirar novamente. Este post é o resultado isto.
Nado com braços e pernas que não são minhas e por isso sinto a necessidade de ver este nadar no outro.
Nado como se a chegada ao outro lado da raia fosse interminável, mas eu sei que ela termina.
É que nem sempre acaba quando termina.
Mais ou menos assim:
A fuga.
O medo do eterno covarde.
Mentira.
Jogo de intrigas.
Rede de emoções que geram somente dor e querem me envolver como um peixe, até que a mesma rede corte minha carne, me faça sofrer muito antes de subir a superfície e perder o resto de vida que tenho.
Sei que dentro em breve estarei escrevendo aqui novamente flores e esperanças, é só uma questão de tempo, ah que pessoa mais contraditória e volúvel eu sou.
Já começo a sentir o sol penetrando na pele aos poucos poro a poro e ficando quente. Vivo. Essa sou eu.
Alguém muito especial que a propósito saiu de mim há 18 anos atrás outro dia me disse: “Seu blog é vc. Vc esta ai toda nele. Eu que convivo com vc sei que ele é só vc, as vezes tenho dificuldade em me demonstrar assim tão claramente...”
Pois é, maremoto de águas claras, mas maremoto
