quinta-feira, 24 de maio de 2012

sem titulo

Eu achei que não cabia mais dor no meu peito.
Eu achei que essa tristeza não tinha mais como ser maior.
Novamente fui uma tola.
Olhar para um rosto e descobrir um abismo gigante, somente uma pessoa que tanto me conhece poderia fazer eu me sentir assim tão eu mesma.
E eu neste momento não quero ser eu mesma.
Não, eu sou tudo o que eu não queria ser!
Eu me transformei em um ser catalizante de dor, eu faço as pessoas sofrerem muito, as faço chorar, as faço ter medo, as faço se sentirem com culpa as faço sentir que o amor não existe.
Agradeça vc que não me conhece.
Eu posso destruir seus sonhos mais doces, suas esperanças mais sinceras.
Eu acabei com toda a vida ao meu redor.
E eu achei que não tinha como morrer mais.
A voz quase que paternal me diz: “Não chora, vc me ensinou tanta coisa...”
Eu não quero mais ensinar nada, eu ensino que a vida acaba que o amor acaba e as pessoas acreditam!
Não existe ser mais cruel e escroto que eu mesma.
Se eu pudesse queria terminar olhando pra mim mesma e fazendo sim um rascunho dessa coisa toda de dor, essa coisa fétida e indigna de qualquer sentimento real eu diria a mim mesma que nem mesmo a Senhora de olhos doces merece minha companhia.
Ela também me abandonou,e eu descobri que mereço

Trem.



 

Não sinto vontade de escrever. Sai tudo tão dolorido.
A maioria das pessoas que lê meus últimos post chora.
Eu também choro quando releio.
É que sai assim: compelido, intenso de dor.
Também não tenho mais vontade de fotografar.
Não consigo ver a foto antes do ato de fotografar, e estas me estalavam feito flashs instantâneos e rápidos ao olhar.
Faço os movimentos maquinais: coloco o cartão de memória, a bateria, acerto as configurações, mas.... não consigo levar a câmera aos olhos.
Somente tem me sobrado força para as atividades maquinais.
Isto me lembra do trem, eu queria ter andado de trem, mas não era o dia do trem.
Naquele dia tudo foi tão perfeito! Dia de sonho.... só faltou o trem.
Isto me lembra outra imagem: a dos idosos na pauta fotográfica no asilo, o olhar parado no nada, distante... alguns olhos tristes, alguns nem andavam.
Outros dançavam, riam, falavam alto.
Uma senhora cujo corpo tinha um formato de V, de olhos castanhos doces me explicou o que meus olhos sedentos de entender perguntavam:
“Nós velhos vivemos das nossas lembranças, os que têm mais lembranças boas reagem melhor...”
Chorei novamente pensando nisto, relembrei cada pequeno momento de um dia perfeito, fiz exercício com minha memória, como se de alguma forma eu pudesse esquecer (impossível), talvez este dia me torne uma idosa mais luminosa.
O problema vai ser ficar repassando o mesmo dia repetidas vezes.... Meu coração com certeza necessita de outros dias perfeitos com ou sem trem.   

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Sentida.

Um dia a muito tempo atrás alguém me disse:
_ Não fique como um zumbi em busca de dor.
Caralho, já faz tanto tempo e eu não consigo aprender.
Vou tentar digerir cada palavra que me atravessou o peito.
Todo mundo tem direito de expressar sua dor.
Eu expresso aqui a minha e não peço licença, quem ousar leia, e afinal de contas fui eu quem novamente procurei a dor, busca insana e totalmente irracional, daquelas coisas que a gente faz por que a gente é assim, sendo foda pra gente ou não.
E isso era uma das coisas que eu queria mudar em mim, to sempre buscando a dor, idiotamente eu sei que vou me foder, mas como um viciado quando vejo já estou lá... enfim, tolice também tentar me explicar.
Eu não busco ser entendida. Que essa merda fique bem claro.
Vamos lá, digerindo a dor como um maldito moedor de carne:
Nunca na minha vida eu consegui ser metade. Nunca.
Eu sempre fui inteira e isso me custou muito, coisas boas, muito boas e coisas ruins e muito ruins.
Eu nunca consegui (confesso que tentei algumas vezes) usar mascaras,
elas seriam mais fáceis em qualquer ambiente, no profissional então nem se fala, mas eu nunca consegui, sempre fui eu mesma e isso também me custou muito, é só enxergar o que sou agora: nada.
Eu não profano os sentimentos de ninguém, e odeio ter esse poder de controle sobre as pessoas, odeio ser interessante e diferente pra elas, eu queria que elas me enxergassem como eu sou, de verdade, e mesmo não usando nenhuma mascara as pessoas não enxergam, as pessoas enxergam o que elas querem.
E eu não tenho problema nenhum de me julgar escrota na minha dor.
Na dor sai assim: cuspido de dor intensa.
Alguém muito importante me disse que muita gente projeta em mim algo que eu não sou.
Começo a acreditar nisso. As pessoas gostam desta projeção e não realmente de mim, por que eu sou foda demais, muito difícil de amar.
Eu não dou as costas, eu me sangro. Quem me conhece profundamente sabe disso, e às vezes eu julgo que algumas pessoas me conhecem profundamente e... descubro que elas também conheciam aquela projeção e isso dói pra caralho, gente, vcs não tem noção...
Eu sangro pra proteger. Eu protejo profundamente aos que amo.
Eu sei sentir quando faço mal, quando viver comigo é prejudicial, quando toda a minha proteção vira dor, medo, vontade de fugir de mim, eu sinto isso, eu sinto quando as pessoas não podem mais viver comigo... e ai mesmo  isso me destruindo por dentro eu saio, saio correndo sim mas  pra vc ser feliz.
Ninguém nunca vai entender isso. E repito eu não busco ser entendida.
Não são as mascaras que caem e sim a projeção que as pessoas fizeram de mim, o verdadeiro eu, esse ... Esse não inventaram amor para conviver com ele ainda.  Mesmo que eu me iluda dizendo que existe, a resposta a este relato prova justamente que não há.
Realmente é muito difícil reconstruir depois de muitas mortes.
Eu bem sei disso, me sinto morta quando o dia começa e sei que não vou viver o que merecia viver.
A morte nunca foi simbólica. Eu a vivencio todos os dias. Dela posso
falar com propriedade e maestria. Às vezes eu sou ela, sou a própria morte quando sangro pra proteger, pra fazer alguém feliz que nunca sou eu.
Enfim, e o enfim não significa um resumo, eu não faço mesmo nenhum sentido.
Eu sou pra ser sentida, não entendida.
E quem puta que pariu um dia vai conseguir sentir de verdade, essa mesma que eu sou.
Eu peço isso como um último pedido a essa passagem que eu sei tá acabando pra mim: alguém me sinta, por favor.

Ouvindo Agora e Muito: Obrigada, Tulipa por sua sensibilidade e doçura, meu coração machucado agradece.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Primeiro Post da Série: Leia Ouvindo. O que seus olhos dizem + Le Moulin Yann Tiersen.


Olhei bem no fundo de seus olhos e quase me perdi
No estado inebriante que os seus olhos me causam,
Mas me controlei e perguntei:
- Como vc consegue me deixar?
As pupilas de seus olhos dilataram e me responderam
O que hoje tento inutilmente negar a mim mesma.
Tua boca balbuciou, fraquejou ao não me responder, mas me disse onde eu estaria hoje:
- Um tempo de solidão e dor.

Primeiro Post da Série: Leia Ouvindo. O que seus olhos dizem + Le Moulin Yann Tiersen.

Tempo


Temos 3 horas.
A primeira hora vou usar beijando sua boca.
A segunda hora vou brincar com seu corpo e lhe fazer rir.
Ops! Nos resta apenas uma hora para que eu ame deliciosamente seu corpo e toda uma eternidade para
te fazer entender que para este tipo de amor não existe tempo cronológico que o faça morrer.


domingo, 13 de maio de 2012

Meu presente.



 
Mãe, não deixe que digam que eu te abandonei. Não mãe, eu simplesmente descobri depois de todos esses anos como te fazer mais feliz.
Eu precisei tornar-me mãe para te compreender melhor, senti a mesma angustia que vc sentiu de total incompetência por não saber o que colocar no prato da próxima refeição dos seus filhos, como protegê-los de tanta necessidade, como fazer uma criança com fome ou frio continuar a sorrir, uma criança que não faz a mínima noção do por que vc esta mudando de casa, por que vc briga quando ele deixa resto no prato, por destruir a mochila da escola, os tênis...
Partilhamos muitas coisas nesta passagem, mãe, eu te entendi muitas vezes, nos amamos muitas vezes, mas nos magoamos mais...
Muita magoa e dor, nossa conta com certeza não fecha nesta vida... e a maior culpa disto é minha.
Hoje eu sei mãe que vc como algumas outras pessoas se sentem muito mal por serem vulneráveis a mim...Por que eu sei que todas as vezes que eu precisei de vc, vc sempre fez o possível para me ajudar, do seu jeito, as vezes torto,as vezes errado, mas sempre querendo que eu não sofresse tanto, meus problemas, minhas enrascadas, tudo vc tentou amenizar pra mim, e eu te digo vc não faz a mínima idéia de que essa vulnerabilidade me faz sofrer demais... Pois eu só queria o que todo mundo quer: queria o seu amor incondicional, queria te abraçar e pedir que vc nunca me abandona-se..
Mas esta passagem de vida talvez seja para que eu aprenda a ser abandonada, a ter confiança e segurança em mim mesmo, em ter amor próprio o suficiente para não necessitar do amor de mais ninguém..., mas essa lição eu não aprendi ainda.
Enfim, eu descobri o melhor presente para lhe dar: minha ausência.
Por que longe de mim vc pode ser feliz.
Eu não corro de vc, eu corro para vc ser feliz. Assim como vc grita com vc e não comigo quando me disse tantas vezes a quão fraca eu estava sendo.
Longe de mim vc não sabe dos meus problemas, da minha tristeza, das minhas enrascadas e não corre o risco de sofrer.
Vc é feliz assim: longe de mim.
Meus irmãos podem suprir o carinho que não te dou a atenção, a presença.
A vc basta saber que eu estou aqui.
Parabéns mãe por nosso dia.
Mas nos sabemos dentro da nossa linguagem muda e distante todos os dias pensamos uma na outra, como pessoas que ainda tem muito a acertar em outras vidas, ou quem sabe ainda nesta.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

"São coisas boas e ruins misturadas."


Não consigo achar melhor definição do que esta:
“Coisas boas e ruins misturadas”, a frase não é minha.
Muitas vezes outras pessoas se expressam melhor do que eu e conseguem dizer exatamente o que eu não consigo.
Aqui mesmo no blog sigo o “Anjo Maldito”, meu amigo de linhas e entrelinhas e este muitas vezes escreve que eu não consegui escrever.
Acho que isto é natural, alguém sempre vai compor uma música que vai dizer o que nosso coração não consegue, uma poesia, um filme...
Mas a frase acima neste momento veste meu coração como um cobertor feito de encomenda, um cobertor fino e velho que pouco aquece, mas é essencial nas madrugadas perambulando pelas ruas sinistras de São Paulo.
Na maioria das vezes tento frear minha mente, tento inutilmente comandá-la, dizer a ela: não pense nisso, não pense mais nisso, não pense nisso a cada milésimo de segundo do seu dia, não seja este o seu primeiro pensamento do dia, o que perturbou o seu pouco sono, o último do dia, enfim...
Coisas boas e ruins misturadas, como comer salgado com doce, como colocar muito açúcar no café e alterar seu sabor, mas ainda é café... e eu adoro café.
Meu filho me disse esses dias que gosta de escrever sobre o tempo, o tempo o fascina... ah ilusão antiga julgar que o tempo cura tudo...tanto tempo já se passou e não cura, não cura por que não é doença apesar de ser dor intensa.
Doença sem cura? Também não. Pois a doença sem cura tem fim na morte, e eu a procuro e ela me diz: “Não tem jeito, para nós não existe mais acertos, negociações, dialogo...” Pois é , a linda senhora, a elegante Morte me dando o fora... e de novo.

terça-feira, 8 de maio de 2012

UM ENIGMA EMBRULHADO PRA PRESENTE...

Audrey por Richard Avedon




Presente? Que presente?
A maior decepção da minha vida.
A dor mais profunda por que nem mesmo todas as horas a fio chorando a fazem diminuir.
O abandono mais completo que um ser dependente do amor do outro possa sentir em cada poro do seu corpo.
O assassinato cruel, a facada mais profunda e lenta, a morte concretizada do amor.
E o lençol de fel forra minha cama, pois nem ódio, sentimento este que na dúvida acalentaria essa morte gélida, dura e visceral é servido no jantar.
Foi negado o simples e corriqueiro ato de odiar, pois isto teria tornado tudo tão mais leve, o futuro mais permeado de uma
Gotícula de esperança na vida, intitulada assim de burra e imbecil por não conseguir odiar.
Que presente... mas merecida dele, dona dele e este estará embrulhado nas entranhas da alma, no lugar mais escuro e fundo por esta e muitas outras vidas. 

sábado, 5 de maio de 2012

A escrotice humana.

Mario Cravo



Ele agora lê Saramago.
Conversamos sobre este mestre e a obra que ele quis começar a conhecer do mesmo.
É com orgulho que digo que já no começo do livro ele matou uma das charadas do tema: todos somos iguais. Mesmo que nos esforcemos para dizer que somos diferentes.
Ele ainda vai conhecer nesta obra o lado mais escroto do ser humano.
Mas já é um premio a delicia da descoberta, pois tenho certeza de que
muitos que o leram não sacaram.
E sabe me deu vontade de escrever sobre a escrotice humana.
Eu sempre acreditei que as pessoas podiam ser melhores, que no fundo
elas queriam “ser” melhores.
No trabalho, na família, nas amizades, nas relações sociais, muitos me taxam de idiota por simplesmente não deixar de acreditar no ser humano, que ele possa ter algo de bom.
Que se ele mentiu foi para proteção, por medo, insegurança.
Se traiu o outro como amigo, filho, amor, no fundo algo o fez ter este gesto que o fez sofrer mais do que o outro, não falo de traição carnal, falo talvez da traição parecida como a de Caim no livro do mesmo mestre acima.
Mas esta passagem de vida quis me ensinar isto, pro bem ou pro mal, talvez para não acreditar mais tão fielmente no ser humano: existem pessoas totalmente escrotas.
Que mentem o tempo todo, que traem a si e aos outros o tempo todo, que ferem e não querem ser melhores porra nenhuma o tempo todo.
Pois é Saramago, vc tentou me mostrar, talvez o meu discípulo de leitor aprenda antes de mim contigo com mais expertise.
E o que a gente pode fazer? Nada. Eu sei é foda ouvir isto de uma otimista de plantão, daquela que se orgulhava de não “desistir das pessoas”, é foda, mas é a real, sem sucrilhos nenhum no prato: não se pode fazer nada.
A escrotice das pessoas não vai mudar se vc tentar ajudá-las, por que porra elas não querem sua ajuda, seu amor, sua alma, ah não adianta Caetano “se eu tivesse mais alma pra dar eu daria”, eu dei e não mudou meu querido, e Criolo eu também fui adepta da tua doçura de homem feito e acreditei que as” pessoas não são más elas só estão perdidas”,
ah como  é bom sentir tua doçura de homem com barba por fazer, mas...
Bem abram as portas da realidade pra mim. Me torno mais dura, mais atenta mas com toda certeza menos idiota.
Aos escrotos um recado: Acabou o tempo pra vcs! Iludam outra idiota de janelinha.  
Perdoem-me se também estou sendo escrota neste momento, se choco vc com isto, mas: “somos todos iguais”, lembra?
Com a grande diferença que eu ainda quero ser melhor, ainda doar minha alma a quem valha à pena, ainda sou tudo o que vc quiser tirar de mim, se vc como eu também for um escroto com intenção de ser um dia melhor.

Memória Emotiva. ( A minha maninha Anica.)


D. Dolores no gol, sempre segurando todas!

Não gosto. Algo se tranca em mim. Fico arredia. Bicho acuado.
Não gosto quando quebram as coisas por raiva.
Não é pelo valor financeiro ou sentimental do objeto, também não é por apego material.
Dói por que remete a uma memória emotiva triste, ruim, de brigas.
Foi assim na casa de meus pais, dos meus irmãos e na minha.
As pessoas não entendem o pânico que se instala pelo simples gesto do objeto levantado em direção ao chão, dá medo e dor, o peito fica apertado e o choro vem.
Ah, como seria bom termos mais memórias emotivas boas para trocar do que ruins... 
É aquela conta de amor que nunca fecha os momentos ruins, os momentos bons, mas viver e amar é isto afinal, o amor é feito também de momentos ruins, por vezes são estes momentos quer fortalecem o amor, ou deveria ser assim, mas o ser humano...
Mas que tal fazer esse exercício importante para o nosso coração: vamos lembrar as memórias emotivas boas que preenchem nossa vida.
Algumas me brotam instantaneamente e já sinto a alma sorrindo.
Vai essa pra você, maninha: nossa irmã molhada, ou melhor, ensopada por ter sido arrastada no rio pelo cachorro, nosso pai fazendo troça do nervoso da mamãe quando ela jogou um prato de comida nele, o medo que senti de te perder quando o desvairado do seu namorado (naquele momento) te segurou no colo para fora da varanda do prédio....
A vocês, boa viajem, talvez se surpreendam com tantas boas memórias emotivas.

Prepare-se: Eu não vim somente para comer sua cabeça. Eu vim pra foder com ela!

Pensamentos distorcidos. (de volta)


GOSTO DA LUZ DE FINAL DE TARDE NOS PRÉDIOS.
TEM UMA LIBERDADE NOS CORPOS QUE PASSEIAM NA RUA.
AS CRIANÇAS GRITAM PARA MAIS UMA PIPA QUE CAI, CORREM SEM
OLHAR A RUA, OLHOS E CORAÇÕES ATENTOS AO CÉU.
OS CACHORROS SE ESPREMEM NAS PEQUENAS SOMBRAS DOS QUINTAIS
SEI QUE MEU OLHAR MUDOU. COMO SE UM PROGRAMA DE COMPUTADOR SATURASSE AS CORES DE TUDO.
É A PAIXÃO PELA FOTOGRAFIA ME SEDUZINDO.
LI UM POEMA QUE DIZIA QUE A DOR SEMPRE ESTARÁ CONOSCO.
MAIS OU MENOS ASSIM: ACOSTUME-SE A ELA.
OK. ADORO DESAFIOS. EU TOPO. VIVO COM A DOR E AINDA A FAÇO NÃO QUERER ME ABANDONAR.
AS PALAVRAS FICAM REGISTRADAS NA MEMÓRIA E VIRAM: DOR.
A TARDE CONTINUA AVANÇANDO DÁ LICENÇA A MAIS UMA QUENTE
NOITE DE VERÃO, JÁ FUI PROCURAR A LUA NO CÉU, LÁ ESTA ELA ZOMBANDO DO CÉU AZUL.
NÃO DEIXO MAIS RECADOS A ELA.
AGORA A ÚNICA LUZ DO AMBIENTE É A DO COMPUTADOR E ELA É FRIA,
SATURADA A MEUS OLHOS, MAS FRIA. COMO EU COM ESTAS PALAVRAS.
O FINAL DA TARDE SE CONFUNDE COM ESSES PENSAMENTOS DISTORCIDOS,
CARREGADOS DE MÁGOA, LUZ ,COR E MINHA COMPANHEIRA: A DOR.

" Na falta de uma outra verdade sobra construir uma."



 
Ao dizer uma verdade que fere, algumas pessoas preferem ouvir a mentira.
Existem pessoas que são a mentira. Respiram e devolvem o ar da mentira.
Dizer a verdade pode ser muito doloroso e rude, mas como um sexo solitário o prazer de quem diz é como um alivio a alma.