Este texto foi retirado do Jornal Le Monde Diplomatique Brasil – Dez/2011 e é de extrema necessidade que todos conheçam.
PROIBIÇÃO DO DIREITO DE ABORTO.
Em outubro de 2010, militantes feministas brasileiras se surpreenderam
Com a reação violenta gerada pela discussão do tema na campanha presidencial. Milhões de pessoas assistiram a vídeos de fetos mortos postados na Internet - material que também exibia discursos de pastores evangélicos contra Dilma, que havia se pronunciado a favor da descriminalização do aborto alguns anos antes. Jose Serra, o adversário da candidata do PT, conhecido por suas posições progressistas em questões de saúde, viu nessa reação uma oportunidade de reverter a tendência eleitoral e começou a fazer campanha com a Bíblia na mão,enquanto sua mulher organizava comícios em bairros populares para vilipendiar os que “ querem matar crianças” – omitindo o fato de que ela mesma havia recorrido ao aborto nos anos 10970, segundo revelações do jornal Folha de São Paulo.
Acuada no segundo turno, Dilma assinou uma carta na qual se comprometia a não enviar ao Congresso o projeto de lei da legalização da IVG (Interrupção Voluntária da Gravidez).
Os abortos clandestinos no Brasil, contudo, são estimados em aproximadamente 800 mil por ano e geram conseqüências dramáticas: cerca de 250 mil mulheres sofrem de infecção ou perfuração do útero, e a taxa de mortalidade nessas ocasiões cega a 65 por 100 mil – transformando o tema em questão de saúde pública. “Teria sido mais fácil avançar com esse debate há 20 anos”, analisa Maria Luiza Heibonrn, pesquisadora do Centro Latino Americano da Sexualidade e dos Direitos Humanos (Clam), da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ).
Ao obter um compromisso por escrito, as igrejas garantiram que a descriminalização do aborto não estaria mais na ordem do dia. E no Congresso, em que a presença de deputados religiosos dobrou (para chegar a 63 cadeiras) nas últimas eleições, mais de trinta projetos buscam medidas na direção oposta: postulam o endurecimento das regras para o aborto legal e o proíbem até mesmo em casos de estupro ou perigo para a vida da mãe.
“Esses projetos jamais serão votados, mas paralisam todas as discussões progressistas” lamenta Heilborn. A dificuldade, continua ela,“ vem do fato de que os conservadores modernizaram o discurso: clamam pela salvação dos fetos em termos de direitos humanos e não mais em nome da família ou de valores morais.”
“Trata-se de uma imensa hipocrisia: aqueles que podem pagar um aborto em condições seguras o fazem tranquilamente, as clinicas não se omitem e chegam a contar com a proteção de policiais corrompidos, acrescenta a pesquisadora. De acordo com um estudo da Universidade de Brasília (UNB), publicado em 2010, uma mulher a cada cinco já abortou no Brasil.
O único país da região com retrocessos consumados em relação ao tema é a Nicarágua. Em 2006, a hierarquia católica demonstrou sua força ao realizar um acordo com Daniel Ortega, que então buscava apoio para reconquistar o poder. Desde sua eleição, o sandinista vinha modificando a legislação que permitia a interrupção da gravidez nos casos de mulheres vitimas de estupro e hoje o aborto esta proibido em todas as situações!
Na Venezuela, apesar do estudo de diferentes projetos de lei na Assembléia desde a chegada de Chávez ao poder, a descriminalização do aborto é improvável pela aliança entre militares e religiosos, talvez pela própria postura de Chávez: “O aborto é autorizado em outros países. Eu – e você pode me chamar de conservador – não estou de acordo com o aborto para interromper uma gravidez. Se uma criança nasce com algum problema, é preciso dar-lhe amor”, declarou em 26 de abril de 2008. O debate contudo ganhou força com o crescimento vertiginoso do número de menores grávidas na Venezuela.Segundo a Sociedade Venezuelana de Puericultura e Pediatria, em 2009, 20% dos partos foram realizados em mães entre 10 e 18 anos.
No Uruguai a decisão do Congresso de legalizar a IVG foi vetada por Tabaré Vasquez, então no comando de um governo de centro-esquerda. No dia 8 de novembro de 2011, o Senado relançou a iniciativa, e a legalização provavelmente será aprovada. Pesquisas apontam que 63% da população uruguaia é a favor da medida, e o Presidente Jose Mujica já anunciou que não vai se opor.
As discussões seguem, assim como no Equador, Bolívia e Argentina, onde ocorrem 150 mil abortos clandestinos por ano. Apesar da Presidente Cristina Fernández se dizer pessoalmente desfavorável ao aborto, uma comissão legislativa retomou o debate no inicio de novembro e um projeto de lei que flexibiliza as condições da IVG será discutido no próximo mês.Para o sociólogo Mario Pecheny, o voto do Congresso argentino a favor do casamento homossexual, no ano passado, é um precedente animador.”
Bem, pessoas, para fechar com chave de ouro:
“ Os “problemas das mulheres” não são apenas problemas das mulheres.São problemas para os seres humanos. São questões para homens e mulheres refletirem . Mas os homens usam a tradição como um escudo. As mulheres ignorantes que, por milhões de anos, permaneceram como escravas são incapazes de escapar da disposição servil que se infiltrou em suas células. Sem autoconsciência, se alinham aos homens arrogantes e depreciam quem luta a seu favor.”
ITO NOE 1914
Escritora feminista e anarquista vinda de uma família trabalhadora japonesa, ITO se rebelou contra seu casamento arranjado, escreveu criticas aos misóginos, as mulheres da classe alta e aos comunistas. Foi assassinada pela policia militar.
domingo, 22 de janeiro de 2012
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
" Eu tenho medo do Mesmo"
Adorei este grafite. A frase, o local onde foi feita! Inusitado e perdida em um dos hidrantes da Avenida Paulista!
E faço parte do mesmo grupo, não tenho somente medo do mesmo, tenho pavor...
E faço parte do mesmo grupo, não tenho somente medo do mesmo, tenho pavor...
Obcecada por Árvores.
Esta doce Senhora mora na Rua Inhambu em Moema e nos conhecemos ontem.
Veja como ela se mostrou para mim.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Versinho.
Cozinhar com amor.
Dormir na rede.
Passear na praia de mãos dadas. De manha, a tarde , a noite e de madrugada.
Escolher um livro e ler para o outro.
Tirar muitas fotos.
Fotos dos lugares, das viagens, dos pequenos passeios, do jantar, dos aniversários, dos pés, de muito sorriso junto.
Cantarolar de manha na fase do mau humor do outro. Baixinho. No ouvido.
Ter sempre flores e vinho em casa.
Sair com amigos.
Dormir abraçados.
Fazer amor. De manha, a tarde, a noite e de madrugada.
Ficar em silencio admirando seu amor.
Fazer uma poesia por dia.
Agradecer todos os dias.
Fazer do hoje todo o possível para esse amor durar amanha e depois e muito depois e
De manha, a tarde, a noite e de madrugada.
Envelhecer junto. Amadurecer junto. E continuar sendo infantil junto.
Sempre, sempre assim: De manha, a tarde, a noite e de madrugada.
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Carta ao Pai.
Sabe, pai, eu queria muito conversar com você.
E poderia ser até uma das nossas conversas silenciosas, pois elas diziam muito.
Hoje eu precisava da tua amizade.
Que você me ouvisse com ouvidos de amigo e não de pai, um amigo pode ser imparcial? Ou um amigo sempre te protege?
Não sei nessa matéria de amizade reprovei nessa vida.
Talvez eu nem consiga te dizer o que me aperta o peito, talvez só necessite do seu olhar calmo e do teu abraço.
Hoje eu queria que fosse um daqueles dias que a gente escolhia ir a pé (longas caminhadas) para economizar para o amendoim.
Hoje eu queria passar por baixo da lona do circo, ser feliz sem nenhuma necessidade de dinheiro.
Sinto-me hoje como nos dias em que esperava você chegar do trabalho, e esperava horas na rua, pois uma surra me aguardava dentro de casa, e com você ela não aconteceria.
Hoje, pai, estou levando todas as surras das quais você me protegeu, umas justas, outras totalmente injustas.
Acabei de ler um dos livros do seu escritor predileto, Jorge Amado, e te descobri um pouco ele, no humor sarcástico, na ironia do cotidiano, na força dos personagens.
A maior parte das imagens que minha mente guardou de você, pai, foram as de você lendo. Sempre lendo. Jornal, livro, panfleto, o que for olhos gulosos de leitura, hábito tão maravilhoso que transferiu a seus filhos e hoje transfiro ao meu.
Outro dia vi um vídeo da minha mãe onde no decorrer da conversa ela dizia: “meu marido”, e foi uma das poucas vezes em que não senti magoa na voz dela.
Eu sei pai, é difícil ser bom em todos os papéis: pai, marido, amigo, irmão..., eu bem sei disto também.
Sinto falta da nossa casa cheia, quando éramos todos muito jovens ainda, ouço minha mãe ralhando, pois você a apertava na pia da cozinha,ouço nossas tiradas de sarro entre nós mesmos, ouço o silencio do peito no dia em que você partiu, ouço a dor de quem fez de tudo o possível e o impossível para adiar esse dia, ouço a dor nos olhos da minha mãe naquele dia.
Não sou eu, pai, quem tem que te perdoar, com certeza a mim somente resta o melhor: te amar;mesmo assim fica faltando nossa conversa nosso abraço e nosso silencio hoje.
E poderia ser até uma das nossas conversas silenciosas, pois elas diziam muito.
Hoje eu precisava da tua amizade.
Que você me ouvisse com ouvidos de amigo e não de pai, um amigo pode ser imparcial? Ou um amigo sempre te protege?
Não sei nessa matéria de amizade reprovei nessa vida.
Talvez eu nem consiga te dizer o que me aperta o peito, talvez só necessite do seu olhar calmo e do teu abraço.
Hoje eu queria que fosse um daqueles dias que a gente escolhia ir a pé (longas caminhadas) para economizar para o amendoim.
Hoje eu queria passar por baixo da lona do circo, ser feliz sem nenhuma necessidade de dinheiro.
Sinto-me hoje como nos dias em que esperava você chegar do trabalho, e esperava horas na rua, pois uma surra me aguardava dentro de casa, e com você ela não aconteceria.
Hoje, pai, estou levando todas as surras das quais você me protegeu, umas justas, outras totalmente injustas.
Acabei de ler um dos livros do seu escritor predileto, Jorge Amado, e te descobri um pouco ele, no humor sarcástico, na ironia do cotidiano, na força dos personagens.
A maior parte das imagens que minha mente guardou de você, pai, foram as de você lendo. Sempre lendo. Jornal, livro, panfleto, o que for olhos gulosos de leitura, hábito tão maravilhoso que transferiu a seus filhos e hoje transfiro ao meu.
Outro dia vi um vídeo da minha mãe onde no decorrer da conversa ela dizia: “meu marido”, e foi uma das poucas vezes em que não senti magoa na voz dela.
Eu sei pai, é difícil ser bom em todos os papéis: pai, marido, amigo, irmão..., eu bem sei disto também.
Sinto falta da nossa casa cheia, quando éramos todos muito jovens ainda, ouço minha mãe ralhando, pois você a apertava na pia da cozinha,ouço nossas tiradas de sarro entre nós mesmos, ouço o silencio do peito no dia em que você partiu, ouço a dor de quem fez de tudo o possível e o impossível para adiar esse dia, ouço a dor nos olhos da minha mãe naquele dia.
Não sou eu, pai, quem tem que te perdoar, com certeza a mim somente resta o melhor: te amar;mesmo assim fica faltando nossa conversa nosso abraço e nosso silencio hoje.
domingo, 15 de janeiro de 2012
Ainda Há Tempo. - Criolo.
Ouça como um Rap ouça como um hino religioso ouça como quiser.
Existe esta liberdade de possibilidades aqui.
Mas é necessário que vc se dispa de seus preconceitos e tente digerir a letra, segue a mesma abaixo para melhor entendimento.
Se vc conseguir ficar puro, vai entender e vai te fazer bem. Bom alimento!
Cê quer saber, então vou te falar, porque as pessoas sadias adoecem
Bem alimentadas ou não por que perecem.
Tudo está guardado na mente, o que você quer nem sempre condiz com o que outro sente.
Eu to falando é de atenção, que dá cola ao coração
E faz marmanjo chorar, se faltar, um simples sorriso, ás vezes um olhar.
Disse bem da pessoa errada, não conta, amizade é importante, mas o amor escancara tanto.
E o que te faz feliz, também provoca dor, a cadência do surdo no colo que se forjou.
E, aliás, cá pra nós, até o mais desandado
Dá o tempo na função, quando percebe que é amado.
E as pessoas se olham e não se falam se esbarram na rua e se maltratam.
Usam a desculpa de que nem cristo agradou, falou, cê vai querer mesmo se comparar ao senhor.
''As pessoas não são más mano, elas só estão perdidas, ainda há tempo''.
Não quero ver, você triste assim, não
Que a minha música possa te levar amor...
Exemplo não sou tô longe de ser, cidadão comum com vontade de vencer.
Rap, que energia é essa, um dom, um karma, uma dívida, uma prece.
Infelizmente tem, alguns que desmerecem, é tanta coisa na cabeça, sai fora me esquece.
Sem saúde sem paz, o nosso povo padece, no Grajaú só, no frio de dá dó.
Esperando a lotação, pra ir pro evento de rap
Lembrei de alguém que não tá mais entre a gente.
A dona morte vem, carrega os manos na mó pressa, uma estrela a mais no céu, um rimador falta na terra.
Deus sabe sempre o que, tá fazendo, mesmo sabendo disso eu sofro, vai vendo.
Quem tem noção das coisas, sente o peso da maldade, a cobrança é maior, inteligência traz vaidade.
E quem se deixou levar fraquejou, essa é a verdade, aprenda com os erros não se sinta um covarde.
Na praia Jesus, me carregou no colo, eu vi o par de pegadas não entendi o óbvio.
Que o fardo não é maior, do que posso carregar
Se a vida é o jogo, então vamos ganhar.
'As pessoas não são más mano, elas só estão perdidas, ainda há tempo''.
Não quero ver, você triste assim, não
Que a minha música possa te levar amor...
Então me fala, fala, pergunta que não cala
Se o rap é pro bem, então por que tanta gente atrapalha.
Com o poder da mente e a maldade, falar nisso, mecanismo do sistema é sugar sua alma vivo.
Seu sangue seu suor, são só detalhe nisso, chuva ácida será bem pior, que um lançamento de um míssil.
Entre o céu e o inferno, no Grajaú me localizo, flutuando na hipocrisia do logo e do fascismo.
Pronto pra rimar um doido, criolo, mestiço, eu não sou preto, não sou branco, eu sou do rap, eu sou bem isso.
Quem perdeu a noção, por luxúria tá perdido, quem perdeu a razão por dinheiro, eu nem te digo.
Saúde e microfone é a fórmula que preciso, por que se o rap está comigo, eu não me sinto excluído.
''As pessoas não são más mano, elas só estão perdidas, ainda há tempo''.
Não quero ver, você triste assim, não
Que a minha música possa te levar amor...
Existe esta liberdade de possibilidades aqui.
Mas é necessário que vc se dispa de seus preconceitos e tente digerir a letra, segue a mesma abaixo para melhor entendimento.
Se vc conseguir ficar puro, vai entender e vai te fazer bem. Bom alimento!
Ainda Há Tempo.
Cê quer saber, então vou te falar, porque as pessoas sadias adoecem
Bem alimentadas ou não por que perecem.
Tudo está guardado na mente, o que você quer nem sempre condiz com o que outro sente.
Eu to falando é de atenção, que dá cola ao coração
E faz marmanjo chorar, se faltar, um simples sorriso, ás vezes um olhar.
Disse bem da pessoa errada, não conta, amizade é importante, mas o amor escancara tanto.
E o que te faz feliz, também provoca dor, a cadência do surdo no colo que se forjou.
E, aliás, cá pra nós, até o mais desandado
Dá o tempo na função, quando percebe que é amado.
E as pessoas se olham e não se falam se esbarram na rua e se maltratam.
Usam a desculpa de que nem cristo agradou, falou, cê vai querer mesmo se comparar ao senhor.
''As pessoas não são más mano, elas só estão perdidas, ainda há tempo''.
Não quero ver, você triste assim, não
Que a minha música possa te levar amor...
Exemplo não sou tô longe de ser, cidadão comum com vontade de vencer.
Rap, que energia é essa, um dom, um karma, uma dívida, uma prece.
Infelizmente tem, alguns que desmerecem, é tanta coisa na cabeça, sai fora me esquece.
Sem saúde sem paz, o nosso povo padece, no Grajaú só, no frio de dá dó.
Esperando a lotação, pra ir pro evento de rap
Lembrei de alguém que não tá mais entre a gente.
A dona morte vem, carrega os manos na mó pressa, uma estrela a mais no céu, um rimador falta na terra.
Deus sabe sempre o que, tá fazendo, mesmo sabendo disso eu sofro, vai vendo.
Quem tem noção das coisas, sente o peso da maldade, a cobrança é maior, inteligência traz vaidade.
E quem se deixou levar fraquejou, essa é a verdade, aprenda com os erros não se sinta um covarde.
Na praia Jesus, me carregou no colo, eu vi o par de pegadas não entendi o óbvio.
Que o fardo não é maior, do que posso carregar
Se a vida é o jogo, então vamos ganhar.
'As pessoas não são más mano, elas só estão perdidas, ainda há tempo''.
Não quero ver, você triste assim, não
Que a minha música possa te levar amor...
Então me fala, fala, pergunta que não cala
Se o rap é pro bem, então por que tanta gente atrapalha.
Com o poder da mente e a maldade, falar nisso, mecanismo do sistema é sugar sua alma vivo.
Seu sangue seu suor, são só detalhe nisso, chuva ácida será bem pior, que um lançamento de um míssil.
Entre o céu e o inferno, no Grajaú me localizo, flutuando na hipocrisia do logo e do fascismo.
Pronto pra rimar um doido, criolo, mestiço, eu não sou preto, não sou branco, eu sou do rap, eu sou bem isso.
Quem perdeu a noção, por luxúria tá perdido, quem perdeu a razão por dinheiro, eu nem te digo.
Saúde e microfone é a fórmula que preciso, por que se o rap está comigo, eu não me sinto excluído.
''As pessoas não são más mano, elas só estão perdidas, ainda há tempo''.
Não quero ver, você triste assim, não
Que a minha música possa te levar amor...
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
Á minha semente de amor-perfeito: Kay.
![]() |
| Auto Retrato Kay e Pedro |
Outro dia falávamos dessa relação louca que temos entre nós.
Nossos corações se falam. Nossos olhos se falam.
Por vezes não necessitamos de palavras.
Eu na minha maturidade de mulher que já amou muito te falo coisas que sei que ainda vc não entende, mas aceita.
Aceita com esse sorriso lindo que se abre como um sol entrando pela janela sem pedir licença, radioso, quente, vivo. Um sorriso desenhado mesmo.
Eu sei que vc não entende minha tristeza, mas vc é uma das
Poucas pessoas que mesmo sem entender, se importa.
E isso não tem preço.
Já te disse muitas vezes que tenho medo de perdê-la.
É assim com todos os que amo demais, alias eu nem sei amar de menos, amo ou não amo.
Tenho medo de não ver mais seu sorriso ou sentir seu corpo frágil que abraço com ternura e tanto, tanto amor.
Admiro sua força, sua ternura, suas idéias malucas, sua esperança, seus pequenos ódios com as partes do seu corpo,
Seus sonhos, seus medos, seus mimos, seu tudo.
Se um dia, meu amor perfeito, a vida resolver nos separar saiba que vc estará sempre dentro de mim.
Quando o sol aquecer o meu corpo eu vou lembrar-me do teu sorriso.
Quando eu estiver muito triste vou sentir o seu corpo procurando o meu abraço.
Eu quero assistir teu crescimento, meu amor perfeito, tuas conquistas, teu sucesso e estarei perto, se vc quiser, nos teus dias difíceis.
Tudo isso era pra dizer que não quero te ver triste.
Eu sei ler em seus olhos quando vc esta triste.
E te dizer que não importa se vc me magoou, pois um dia também vou acabar te magoando. Faz parte do amor.
E não tem necessidade de te dizer o quanto te amo, então, me traga novamente o sorriso lindo que aquece meu coração.
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Do polegar ao Indicador.
Este texto foi retirado do Livro “O ato Fotográfico” de Philippe Dubois,apenas um dos meus alimentos neste momento.
O texto é de Denis Roche, e é de 1978.
Por ser uma transcrição do texto de Denis no livro de Philippe, não localizei o titulo do mesmo e improvisei eu mesmo o titulo, achei o texto lindo e poético e quis partilhar com vocês mais uma definição desta maravilhosa arte que me apaixona cada vez mais.
“ Quando é necessário ir meter o nariz, ver de mais perto, no momento em que a ação ocorre, e não no produto dessa ação,ou então num híbrido ambíguo de ambos, num múltiplo extraviado de ambos, revelador louco que banha o vento que passa...num vasto negócio de enfoque e enquadramento, quando o indicador recurvado e rijo vai se apoiar no disparador ou lançar ao mesmo tempo um relâmpago eletrônico...
No que pesa entre duas mãos, mantido na altura do olho ou na barriga, ou com os braços esticados.
Caso necessário de tempo e de morte, matéria prima mais precisa do que qualquer teoria jamais o foi..."
Denis Roche, 1978.
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Talento.
Talento para o abandono.
Descobri que tenho este especifico talento.
No final todos me abandonam.
Não conseguem viver comigo.
Tenho exemplos clássicos para provar:minha mãe.
E falem o que quiserem eu não estou me fazendo de vitima,
por que este era o último talento que eu queria ter.
É uma foda de verdade.
domingo, 1 de janeiro de 2012
Caio Fernando Abreu.
“Tem um poema da Florbela Espanca que diz assim:
"As coisas vêm a seu tempo/ quando vêm, essa é a verdade".
Um dia a coisa sai.
E eu acredito no mecanismo do infinito, fazendo com que tudo aconteça na hora exata.”
Caio Fernando Abreu.
A minha definição de Fotografar.
| Telma Castilho |
“O fim duma viagem é apenas o começo doutra.
É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na Primavera o que se vira no Verão, ver de dia o que se viu de noite, com sol onde primeiramente a chuva caía, ver a seara verde, o fruto maduro, a pedra que mudou de lugar, a sombra que aqui não estava.
É preciso voltar aos passos que foram dados, para os repetir, e traçar caminhos novos ao lado deles.
É preciso recomeçar a viagem. Sempre. O viajante volta já. " Saramago.
Pra começar: Saramago.
“De menino eu trazia nas camadas mais profundas o puro amargor de quem é capaz de fazer sofrer. Por cima só calda doce e glacê. Passado o tempo, de tanto me revestir de açúcar, acabei me convencendo de que eu era bom.
Eis que agora descubro no dicionário uma palavra ardida: equilíbrio. E quando falo em equilíbrio todas as cabeças balançam, concordando. Quando explico, porém, que o meu equilíbrio depende do mal, as cabeças já não sabem para que lado cair.
Explico melhor: de tanto me encaixar no fingido papel de bom moço romântico, acabei me impregnando dele. E não há vida se não há malícia. E não há anjo, senão maldito. A bondade é importante, sem dúvida, mas precisa ter o equilíbrio daquilo que sozinho arderia no inferno.
A bondade acomoda e o mundo não é bom. Pessoas boas sofrem e se resignam. Foi quando me vi resignado com o que me faziam que percebi que o recheio amargo, sempre desprezado por mim, é fundamental para o gosto do todo. Nem todos merecem nossa parte melhor. Nem todos querem, pra dizer a verdade, aquilo que adocica e faz bem. E quem não quer, merece ter o que arde, o que queima na boca, o que incendeia no estômago e envenena no sangue.”
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