Descobri
o que a tanto tempo me negava, bem sendo assim, não é descoberta e sim auto
sabotagem.
Relutei
e não queria assumir para mim mesma e tinha muitos motivos para isto.
Motivos
de vida, motivos de passado, motivos de pessoas.
Mas
enfim agora encaro isto bem de perto, posso sentir o hálito deste motivo, seus
olhos duros, seu rosto em desaprovação por negá-lo a tanto tempo.
Te
desenho então silaba por silaba e sendo assim te assumo:
meu
espírito é frágil.
Frágil
e leve como uma folha de outono, um pensamento de vento ela se desfaz.
Tentei
dizer a mim mesma como um mantra que eu era forte,
Que
suportaria as rudezas desta vida, mas o rosto me encara e cada pequeno desenho
de sua face, suas marcas me dizem:
Frágil.
Não
suporto gritos, destratos, estupidez, ignorância, desamor.
Morre em mim cada pedaço de alma toda vez que
convivo com isto, e sendo o mundo que vivo permeado deles: meu
Espírito
esta com os dias contados.
Frágil,
frágil, frágil.
Aquela
sensação oca de dor anunciada que se sente quando
se
sabe que vai morrer.
Poderá
restar o corpo: casca de nós, mas o que mantém esta casca humana será apenas um
pequeno sopro.
Como
Clarice Lispector já intitulou: um sopro de vida.
Existira
ainda a esperança de que injetem ar neste espírito?
A
face novamente me encara e responde: frágil,frágil,frágil.



