quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Frágil


Descobri o que a tanto tempo me negava, bem sendo assim, não é descoberta e sim auto sabotagem.
Relutei e não queria assumir para mim mesma e tinha muitos motivos para isto.
Motivos de vida, motivos de passado, motivos de pessoas.
Mas enfim agora encaro isto bem de perto, posso sentir o hálito deste motivo, seus olhos duros, seu rosto em desaprovação por negá-lo a tanto tempo.
Te desenho então silaba por silaba e sendo assim te assumo:
meu espírito é frágil.
Frágil e leve como uma folha de outono, um pensamento de vento ela se desfaz.
Tentei dizer a mim mesma como um mantra que eu era forte,
Que suportaria as rudezas desta vida, mas o rosto me encara e cada pequeno desenho de sua face, suas marcas me dizem:
Frágil.
Não suporto gritos, destratos, estupidez, ignorância, desamor.
Morre  em mim cada pedaço de alma toda vez que convivo com isto, e sendo o mundo que vivo permeado deles: meu
Espírito esta com os dias contados.
Frágil, frágil, frágil.
Aquela sensação oca de dor anunciada que se sente quando
se sabe que vai morrer.
Poderá restar o corpo: casca de nós, mas o que mantém esta casca humana será apenas um pequeno sopro.
Como Clarice Lispector já intitulou: um sopro de vida.
Existira ainda a esperança de que injetem ar neste espírito?
A face novamente me encara e responde: frágil,frágil,frágil.

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