domingo, 29 de maio de 2011

O Vazio.


 
                                    GAENA DA SYLVA
 
Sinto ele aproximar-se.
Vem sorrateiro procurando a menor brecha,
O pequeno descuido, a primeira desatenção.
O vazio se aproxima.
Não é medo que sinto.
É dor.
Por que sei.
Sei que ele me invade totalmente e sem pedir licença ou
Perdão.
Novamente as paredes de minha alma ficaram mofas.
O primeiro indicio é este desproposito de palavras.
Essa total falta de objetividade.
A tristeza não é objetiva.
Procuro resistir, mas minha mente sabe que é impossível.
Sou dela, sim sou sua: tristeza.
Resignada me entregarei a você novamente e meus dias
Em vão serão a prova desta obediência servil.
Ah se nestes momentos surgisse aquele espírito arredio, ensandecido e cheio de fúria que sei que ainda reside em algum canto dessa alma...

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Minha doença.

                                                         Sofia Borges

0 CARA DO DOCUMENTÁRIO DISSE QUE A EMOÇÃO PODE
SE DESCONECTAR DA IMAGEM.
ACHO QUE ENTENDO ESSE CARA EM MUITOS SENTIDOS.
ELE DIZ QUE ISSO É UMA NOVA DOENÇA, TRATA DISTO
NO SEU DISCURSO FRENÉTICO E POVOADO DE GESTOS
COMO UMA PATOLOGIA.
E FICO VIAJANDO AQUI NA MINHA PATOLOGIA QUE AS
PESSOAS TAMBÉM NÃO JULGAM COMO DOENÇA.
É O MEU MEDO É UMA DOENÇA.
UMA DOENÇA FUDIDA.
E ENTENDO QUANDO ELE DIZ QUE A IMAGEM PODE SE
DESCONECTAR DA EMOÇÃO, POIS QUANDO FICO COM
ESSE MEDO, QUANDO A DOENÇA SE INSTALA EM SEU
PICO MAIS ALTO EU SINTO ISSO.
SINTO FALTA DA IMAGEM.
E POR NÃO CONSEGUIR DISTINGUIR A IMAGEM, POR ELA
SER PRIVADA DE MIM DESCONECTO ENTÃO ESSA IMAGEM
E FICA SÓ A EMOÇÃO. E ESSA EMOÇÃO PODE SER MEDO.
A MINHA EMOÇÃO NESTE MOMENTO É MEDO.
SINTO O FRIO COMO UM DROGADO.
DELIRO. VEJO COISAS ONDE NÃO TEM.
ME SINTO VIGIADA.
SINTO O ESTOMAGO VAZIO, MAS NÃO TENHO VONTADE
DE COMER.
PROCURO UM CANTO ESCURO. QUERO FICAR SÓ.
A PARANÓIA E EU.
E VOU DESTILANDO ESSA LOUCURA EM MEDO.
E FICA AQUELE PAVOR, MISTO DE RESTO DE LUCIDEZ E LOUCURA,
QUE FICA TE MARTELANDO A MENTE:
SERÁ QUE DESSA VEZ VOU CHEGAR AO FIM DESSA LOUCURA?
SOBREVIVO DESSA VEZ?
E O QUE FAZER DEPOIS QUE SE DESCOBRE QUE TUDO
CONTINUA AI, EU NÃO FUI. E A IMAGEM VAI DE NOVO
SE DESCONECTAR DA EMOÇÃO. É SÓ ESPERAR.
O MEDO SEMPRE VEM. ESSA É A ÚNICA CERTEZA.
MEDO FILHO DA PUTA QUE ME CONSOME O ESPIRITO,
O CORPO, O CORAÇÃO.
LITERALMENTE, ME FODE.  

sexta-feira, 20 de maio de 2011

A culpa é da Poesia.


  
O que a possessão tem com o amor?
Por que os apaixonados sentem-se possessivos?
É por vezes instintivo, por vezes não faz parte
De a sua personalidade controlar, privar..., mas
Vc se pega com pensamentos medonhos e até
Dúvida de si mesmo.
 Mas como tão belamente disse a flor-menina:
“É tudo culpa da poesia.”
Ah, sim, pois a possessão também pode ser poesia.
Aquela vontade irracional de que cada minuto da
Pessoa seja seu.
Saber se comeu se ficou com frio, se teve medo...
Aquela vontade de levar pro colo, cuidar dos mínimos detalhes:
Um café, uma blusa lavada, um bilhetinho lembrando do
Almoço na geladeira, um telefonema só para saber onde
A pessoa esta naquele momento.
Tudo isto pode ser só cuidado, só amor.
Mas pode ser também possessão.
Ah pequeno e traiçoeiro fio o da corda do amor.
Ah como somos trapezistas iniciantes balançando na corda
E nem olhamos pra baixo, pois nosso amor esta do outro
Lado balançando também para chegar até nós...
E quem nunca sentiu isso pode dizer então que não amou.
Talvez seja melhor então preparar esta bebida de forma
Controlada: ½ de amor e ½ de possessão.
O certo é que a embriaguez será uma delicia.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Escrevo

                                                           Lasar Segal

“Nós, os que temos a responsabilidade de escrever, e tanto falo em literatura como em jornalismo, temos o dever de levantar a nossa língua, de cuidar dela, de fazê-la reviver.
Escrever é fazer recuar a morte, é dilatar o espaço da vida”
Saramago.

Não escrevo por que quero me mostrar.
Não escrevo por vaidade.
Não escrevo para satisfazer curiosidades alheias.
Não escrevo para fazer parte de um meio social.
Não escrevo para agradar.
Não escrevo para corrigir sentimentos, não corrijo
Nem certas grafias, pois a grafia falada é mais sonora
Do que a gramaticalmente correta.
Não escrevo com a intenção que alguém me leia:
O risco é totalmente seu.

Escrevo por que necessito.
Pelo mesmo motivo que ainda necessito de ar, da energia dos alimentos.
Da liberdade de locomoção.
Escrevo como vomitar.
Tem que sair, bem ou mal.
É por urgência, alegria ou fatalidade.
É a necessidade esmagadora de pacificar minha mente
Que pensa demais, que me consome, que me possui.

Á essa necessidade urgente peço-lhes:
Não julguem o que escrevo como não se deve
Julgar uma forma de amar.

Aos corajosos que se arriscam a ler: obrigada por
Permitir-me viver.
                                                     

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Um Pedido


Eu queria fazer um pedido.
E peço a você, que pode ser qualquer pessoa que me lê.
Quem se importa ou não.
Vou iniciar uma campanha muito séria de doação.
E hoje depois de tentar ficar melhor, sem sucesso,
Pois discuti com uma pessoa muito especial pra mim,
Peço àqueles que possam fazer essa doação que o façam.
O que vou pedir tem de sobra em algumas pessoas.
Mas eu estou muito necessitada neste momento disto.
Não serei eficiente em explicar os mótivos, justificar as
Causas, defender essa necessidade.
Pois sempre achei muito difícil pedir e não gosto que sintam pena de mim, por mais humano que isto seja.
Mas hoje me isento de todo o orgulho idiota.
Sendo assim me tornando mais humana, peço:

Me doem um abraço.
Me doem o silencio de quem compreende a dor que
Sinto e que sabem que palavras não servem.
Me doem uma esperança.
Me doem um pouco de fé.

Infelizmente, sei que deixo triste a alguns quando fico
Assim frágil ninguém gosta de pessoas fortes que ficam
Frágeis, mas hoje, me perdoem, as mães podem me entender.
Como dói quando um filho magoa uma mãe!
Não achei que doesse tanto, mas tive sorte, isto aconteceu
Somente depois de tantos anos, agora que meu filho já é
Um homem... Acho que isto faz doer até mais, pois as crianças são cruéis na sua verdade.
Sei que o dia de doação do medo jamais chegara, mas
Caso alguém queira (por total desatino) uma boa doação
Me procurem...

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Por Sheilla Castilho.




Achei demais este texto da Sheilla e quis dividir com vcs:
 
 "Tenho distúrbios, bons e ruins, tenho falta de atenção, sofro pelos meus irmãos, no mundo ja se foi mais fácil de respirar, e a vida mais fácil de lidar.
Sinto dores e calafrios ruins, não aguento meus pés no chão, preciso voar, viajar, ser o que eu jamais fui, continuar a ser o que eu sempre soube ser.
O amor que nunca foi complicado, hoje é, ele maltrata e tortura, e continuo achando que deveria ser ao contrario, mas isso deve ser culpa da poesia.
Os animais que são espertos, respeitam espaços, buscam com objetividade o que querem, e esquecem as mágoas que passaram."

domingo, 8 de maio de 2011

"É só lembrar que o amor é tão maior"

Veja você, onde é que o barco foi desaguar
A gente só queria um amor
Deus parece às vezes se esquecer
Ai, não fala isso, por favor
Esse é só o começo do fim da nossa vida
Deixa chegar o sonho, prepara uma avenida
Que a gente vai passar
Veja você, quando é que tudo foi desabar
A gente corre pra se esconder
E se amar, se amar até o fim
Sem saber que o fim já vai chegar
Deixa o moço bater
Que eu cansei da nossa fuga
Já não vejo motivos
Pra um amor de tantas rugas
Não ter o seu lugar
Abre a janela agora
Deixa que o sol te veja
É só lembrar que o amor é tão maior
Que estamos sós no céu
Abre as cortinas pra mim
Que eu não me escondo de ninguém
O amor já desvendou nosso lugar
E agora está de bem
Deixa o moço bater
Que eu cansei da nossa fuga
Já não vejo motivos
Pra um amor de tantas rugas
Não ter o seu lugar
Diz, quem é maior que o amor?
Me abraça forte agora, que é chegada a nossa hora
Vem, vamos além
Vão dizer, que a vida é passageira
Sem notar que a nossa estrela vai cair

Ouvindo Agora e Muito: Los Hermanos Conversa de Botas Batidas

Ouvindo Agora e Muito: Los Hermanos no Cine Íris - O velho e o moço