quinta-feira, 12 de maio de 2011

Escrevo

                                                           Lasar Segal

“Nós, os que temos a responsabilidade de escrever, e tanto falo em literatura como em jornalismo, temos o dever de levantar a nossa língua, de cuidar dela, de fazê-la reviver.
Escrever é fazer recuar a morte, é dilatar o espaço da vida”
Saramago.

Não escrevo por que quero me mostrar.
Não escrevo por vaidade.
Não escrevo para satisfazer curiosidades alheias.
Não escrevo para fazer parte de um meio social.
Não escrevo para agradar.
Não escrevo para corrigir sentimentos, não corrijo
Nem certas grafias, pois a grafia falada é mais sonora
Do que a gramaticalmente correta.
Não escrevo com a intenção que alguém me leia:
O risco é totalmente seu.

Escrevo por que necessito.
Pelo mesmo motivo que ainda necessito de ar, da energia dos alimentos.
Da liberdade de locomoção.
Escrevo como vomitar.
Tem que sair, bem ou mal.
É por urgência, alegria ou fatalidade.
É a necessidade esmagadora de pacificar minha mente
Que pensa demais, que me consome, que me possui.

Á essa necessidade urgente peço-lhes:
Não julguem o que escrevo como não se deve
Julgar uma forma de amar.

Aos corajosos que se arriscam a ler: obrigada por
Permitir-me viver.
                                                     

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