segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Pedro Bau, por todos nós...

                                                               Ansel Adams

Se aquele minuto houvesse ousado entrar em nossas vidas
Se a gota do desejo permitisse ter-se penetrado em nossas angústias
Se toda a tensão estivesse predestinada como o tempo
Se todo o tesão estivesse emaranhado como a vida
O mar nós engoliria, o concreto desabaria, a natureza
tomaria vida
.










Tati Bernardi por mim.



 Publicar um texto é um jeito educado de dizer:
"Me empresta seu peito porque a dor não tá cabendo só no meu."

Martha Medeiros, falando muito!

 

Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma força jamais o resgata....
Um dia descobrimos que beijar uma pessoa para esquecer outra, é bobagem.Você não só não esquece a outra pessoa como pensa muito mais nela...
Um dia descobrimos que se apaixonar é inevitável...
Um dia percebemos que as melhores provas de amor são as mais simples...
Um dia percebemos que o comum não nos atrai...
Um dia saberemos que ser classificado como o "bonzinho" não é bom . .
Um dia perceberemos que a pessoa que nunca te liga é a que mais pensa em você...
Um dia percebemos que somos muito importante para alguém, mas não damos valor a isso...
Um dia percebemos como aquele amigo faz falta, mas ai já é tarde demais...
Enfim...
Um dia descobrimos que apesar de viver quase um século esse tempo todo não é suficiente para realizarmos todos os nossos sonhos, para dizer tudo o que tem que ser dito...
O jeito é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida ou lutar para realizar todas as nossas loucuras...
Quem não compreende um olhar tampouco compreenderá uma longa explicação.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Para Uma Menina Com Uma Flor / Vinicius.




E porque você é uma menina com uma flor e tem um andar de pajem medieval; e porque você quando canta nem um mosquito ouve e você desafina lindo e logo conserta e às vezes acorda no meio da noite e fica cantando feito uma maluca.

E porque você tem um ursinho chamado Nounouse e fala mal de mim para ele, e ele escuta e não concorda porque ele é muito meu chapa, e quando você se sente perdida e sozinha no mundo você se deita agarrada com ele e chora feito uma boba fazendo um bico deste tamanho.

E porque você é uma menina que não pisca nunca e seus olhos foram feitos na primeira noite da Criação e você é capaz de ficar me olhando horas.

E porque você é uma menina que tem medo de ver a Cara-na-Vidraça, e quando eu olho você muito tempo você vai ficando nervosa até eu dizer que estou brincando.

E porque você é uma menina com uma flor e cativou meu coração e adora purê de batata, eu lhe peço que me sagre seu Constante e Fiel Cavalheiro.

Vinicius de Moraes.

O Pedro namorando a poesia.


Seus sentimento saem como palavras, maduras e frias, como árvores sem vida
e sem formar lágrimas dentro da minha mente mal-sabida.
Te vejo aos grandes mestres da escrita e da poesia, eu queria estar com você,
não estou, ao mesmo tempo sim, avenida,sala e cozinha.
Seu filho diluído, poder materno, até o infinito.
Pedro Bau.

2422034: Te amo cara, Parabéns.


2596323 Pedro Rufino Martins
2106381 Pedro Salvini Barbosa Martins da Fonseca
4875453 Pedro Sarreta Alvarez
2422034 Pedro Sebastian Castilho Bau
8590487 Pedro Seiti Nakane Matsumoto
3603960 Pedro Sellge Le Grazie
8331068 Pedro Serrano Faria



(Metade do meu presente de Natal. )

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Mais Bonito Assim!



 

“Cuando yo te doy mi tiempo.
Te estoy dando una porción
de mi vida que voy a
nunca volver.

Así que no lo desperdicies.”

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Os meus trabalhadores Urbanos

O Entregador de Jornal.( Henrique Schaumann)

 Frentistas na Dr.Neto de Araujo (Vila Mariana)


Lavanderia no Ipiranga

domingo, 11 de dezembro de 2011

O Mundo da Rua.

Telma Castilho

O Making da Mariana.

Telma Castilho                                                         

A Sensualidade do Pitoco.

Telma Castilho

Nam

                                                                 Paulo Lima




Na vida existem as possibilidades e as escolhas.
Ficou esta frase como um tratado entre nós depois de uma longa explicação sobre probabilidades de um exercício matemático.
E tenho pensado muito ultimamente que a escolha para a paz interior passa pelo maravilhoso mantra budista.
Independente de seguir ou não como religião, conceito ou modo de vida, tenho a plena consciência de que não existe a necessidade de se rotular a escolha pela paz interior.
Sempre julguei lá de cima de um pedestal idiota de quem tem muito medo nas veias que não ficaria presa a nenhuma religião como que regrando meus passos. Bicho solto é bicho com muito medo e não livre.
Mas o budismo me seduz. E sendo assim vai aqui meu conceito raso
e poético deste mantra, fatiado pedaço a pedaço, ( hoje o Nam) que segue como uma receita de bolo:
“ o repita uma vez por dia por uma semana e sua vida muda.”

NAM MYOHO RENGUE KYO

O Nam.

Tudo na vida em que vc resolve dedicar-se pode ser sua religião.
Foi à explicação mais clara e verdadeira que consegui ouvir sobre Nam.
É isto: Dedicação, Devoção, Vinculação.
Simples? Que nada! Muito complicado isso sim.
Pois dedicação é algo pleno, que tem que contagiar sua vida e suas escolhas, para dedicar-se realmente a algo com devoção, vc tem que amar. E amar a gente sabe que é um emaranhado de dificuldades.
Vc pode escolher dedicar-se ao trabalho, a família, a uma causa, as pessoas, aos animais, ao planeta, a um amor, vc escolhe possibilidades mil, escolhas: uma. 
Essa dedicação tem que ocupar sua mente, seu coração e sua alma.
Vc tem que entregar-se a ela com plenitude e sem restrições.
O Nam faz vc sentir-se vivo e capaz.
Algumas pessoas têm medo do Nam, vagam soltas sem dedicar-se plenamente a nada, às vezes conhecedoras de tudo um pouco e nada profundamente, tem medo do envolvimento com a dedicação.
Mas ela é deliciosa e compensadora. E por incrível que pareça: te faz feliz.
Um dia de cada vez, um mantra por dia, uma vida inteira.   


O mundo da sua Janela. ( Um dos meus muitos temas...)

                                                    Telma Castilho

Força.



 

A força desse sentimento afronta a lógica humana.
Nem mesmo a natureza em sua fúria mais violenta
consegue demonstrar tanta voracidade.
Nem mesmo as palavras mais rudes e sábias do poeta urbano conseguem multiplicar essa ideologia louca.
As paredes já não são suficientes para este amor.
Ele escorre pelas portas, janelas, qualquer ínfima abertura onde
ele toma conta, invade, alaga esse corpo dolorido de desejo.
O desejo dói na sabedoria cega que a dor é apenas o prenuncio de mais desejo.
Não um rascunho de desejo, mas sim, um desenho nítido, ampliado, multifacetado em bilhões de pixels.
Nenhuma imagem consegue captar esse amor.
Nenhum texto consegue juntar as palavras perfeitas para este palavrear de amor.
Não existe receita. Na prática desse amor a teoria se esvanece.
Sem teoremas, filosofias ou princípios.
Ele é porque é feito pra ser.
Ele não morre, pois ressuscita a vida.
Eu? Eu, insignificantemente sou dele.

Treinando no Centro de Sampa

                                                                 Telma Castilho

A Fome.



 
A fome do corpo andou em vantagem frente à poesia.
O olhar ganhou nuances deliciosamente maliciosas.
A mensagem direta e brincalhona deu lugar às entrelinhas.
O desejo explicito explodindo por todos os poros.
Era possível sentir na pele a sensação de arrepio constante,
o pedido seco, urgente e por vezes rude.
Mas o desejo pode se dar ao luxo de ser rude, seco, vigoroso e exibido.
O desejo é cheio de auto-estima.
Ah, minha doce poesia, me entenda!
Será para sempre a primeira, mas quem me julgará por essa deliciosa traição?
Quem terá coragem?
Hipócritas serão estes ou tolos de não saber a delicia de um molhado entre as pernas...
Existem momentos em que a luxuria é a melhor sensação de sentir-se vivo.
Me perdoe, poesia, mas o tesão é mais forte que suas parábolas...

Obcecada por Arvores.


                                                                        Telma Castilho

Doce Senhora

                                                                    Telma Castilho
 
Te busco, minha doce senhora.
Te busco nas imperfeições  da rotina.
Te busco como uma grande prova , onde terei que provar minha experiência para mostrar que sou digna de ti, doce senhora.
O anjo de meigos e lindos olhos me chamou de covarde.
Anjo não sabe.
Não sabe quanta coragem é necessária para buscar-te,
E nem eu sei ainda o suficiente, por isso ainda não te alcancei.
Mas sou uma aluna aplicada.
Achei justo contar que te busco e o que recebi foi mais desprezo.
Te busco , doce senhora, geograficamente, psicologicamente, fisicamente e em alma.
Saiba doce senhora que o pouco tempo comigo (como será a contagem do tempo para vc?) ira equivaler a décadas de desamor.
Eu sei disto e tentei mostrar isso, mas agora a ninguém mais importa.
Por favor, doce senhora, não julgue em qualquer momento de pequenos flashs de vida que lhe abandonei.
Não tenho como abandoná-la, pois já esta dentro de mim.
Te busco onde sempre esteve mas para agora ser definitivamente sua.

domingo, 23 de outubro de 2011

Rascunhos, Um Ano.

Faz um ano hoje.
Meu blog completando um ano de existência.
Ainda me lembro nitidamente quando comecei e
Por que.
Influenciada por duas pessoas muito importantes
Na minha vida, ambas com seus blogs já.
Muita vida eu coloquei aqui.
Um pouco de morte também.
Muito, infinitamente muito amor foi digitalizado aqui.
Muito eu já tinha escrito, mas o fato do blog existir me impulsionou a escrever mais.
Tenho consciência de que não fui lida por muitas pessoas e que a maioria não me entendeu.
Também sei que provoquei muita gente.
Fiz algumas pessoas felizes, mas fiz triste também.
Meu caderno virtual de notas rascunhadas.
Por isso a escolha do nome rascunhos, eu mesma não tinha a pretensão de ser mais que isto, mas se tornou para mim um canal de expressão de vida.
Quem quiser me conhecerá por aqui.
Um pouco não tudo.
Alguns me disseram que o blog só era um meio de exposição, de aprovação do que escrevo e aqui mesmo respondi a isto: escrevo por necessidade.
Amo por necessidade.
Usei o blog para esmiuçar meu amor, minha dor, minhas dúvidas, minhas desculpas, meu perdão, enfim, o rascunho, o rascunho de mim mesma.
Um rascunho que ainda se aprimora como deve ser um rascunho.
Hoje um rascunho de dor.
Quem sabe amanha? Dor e mais alguma coisa...
Conheci uma jovem que me disse que religião é tudo aquilo que vc se dedica, sendo assim, meu blog também é minha religião.
Sei que poderia me dedicar mais a ele, com certeza, como a tudo um pouco mais na minha vida, mas lembrando: eu sou só um rascunho.
Um rascunho de amor, de dor, de provocação e intensidade, um rascunho de vida.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Ela se foi, meu amigo.

Ela se foi, amigo.
Eu sei o que vc esta sentindo e sei que mesmo minha presença do teu lado não vai amenizar sua dor.
Ela se foi, amigo.
Sinto sua dor na voz, nos olhos, no corpo e posso senti-la em tua alma.
E por isso não te digo nada. O silêncio é amigo da dor.
Mas vou te abraçar muito. Ficar do seu lado. Em silencio, mas junto.
Ela se foi, amigo.
E independente de qualquer religião nos sabemos que ela não quer que vc sofra.
Por que ela trouxe vc a este mundo para aprender e hoje foi a
última lição que ela te deu.
Com o mesmo carinho das primeiras lições no caderno escolar.
Ela pegou na sua mão e te mostrou como era.
Ela se foi, amigo.
Foi para aprender outras coisas ou ensinar a outras pessoas.
Foi e talvez volte logo, mas pra vc, amigo, ela se foi.
Perder alguém que foi sempre uma referencia na nossa vida
nos deixa inseguros, com medo.
Alguém que perdoou o seu pior erro e te aplaudiu na sua melhor vitória.
Alguém que esteve sempre a teu lado. Como eu hoje.
Procuro preencher o espaço físico desta pessoa tão especial.
O espaço da alma, meu amigo...
Ela se foi, meu amigo.
Mas ainda existem aqui no nosso plano muitas pessoas que te
amam e querem ficar do seu lado, seja de que maneira for.
Ela se foi, meu amigo.
Vamos desejar a ela a melhor viagem, com paz e amor na alma.
Ela se foi, meu amigo.
Mas a vida continua para nós que ainda não completamos nossa
viagem que ainda temos tanto o que errar, acertar, perdoar, enfim,
Viver.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

O Erro.




Tentei pedir desculpas.
Tentei escrever algo bonito.
Tentei comprar uma flor.
Tentei acender um sol.
Tentei tornar o dia feliz.
Putz, eu tentei ser feliz!
E tudo isso pra concertar o meu erro.
Sem concerto, sem desculpas,
Sem palavras bonitas, sem flores,
Sem sol e sem dia feliz...
Enfim, eu apenas continuei triste.
   

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Mãe.



Depois de muitos meses ouvi sua voz de novo.
Foi foda pra mim.
Eu tinha a opção de não atender. Eu sei.
Mas meu coração estava tão triste hoje, necessitando de um
Abraço. E por que não pensar (afinal seria o mais obvio) que este abraço poderia partir da pessoa que me colocou no mundo...
Mas meu coração só ficou mais triste.
As pessoas diziam antigamente que nós brigávamos por que éramos iguais, hoje eu sei: nunca fomos e nem seremos iguais.
Tem um mundo que nos divide e nos distingue.
Durante muitos e muitos anos eu inocentemente contei com seu amor, e como hoje, às vezes minto pra mim mesma e conto de novo.
“Vc sabe quem esta falando? Vai, me responde... Quem esta falando?”
Ter que pronunciar a palavra: mãe foi para mim como um soco no estomago. Saiu seca e com dor.
Todos os dias eu me questiono onde e como eu posso melhorar como mãe, todos os dias... e mesmo assim eu erro pra caralho.
Você, mãe, desistiu de mim.
Isso é só a verdade. Doa a mim mesmo, por que é só a mim que
vai doer.
Eu desse jeito idiota não consigo desistir das pessoas.
Mais uma vez eu queria que tudo fosse tão simples.
Simples assim: que eu não me importasse que vc desistiu de mim.
Simples assim: que eu pudesse amar vc sem magoa.
Simples assim: que eu aceita-se que vc foi na medida da pessoa que vc é o que eu merecia ter de uma mãe.
Mas não seria eu.
Multifacetada. Complicada. Cabeça Pulsante, pensante...
Me perdoe mãe. Por vc eu queria não ser eu neste momento.
Há poucos dias eu fiquei muito mal por disser a uma pessoa cuja mãe esta no leito de morte: “Deixar partir, também é amor.”
Eu aprendi essa pequena lição nesta jornada.
Eu sei que um dia terei que lhe dizer adeus, ou talvez vc diga primeiro a mim, mas antes disto eu te peço: me deixe partir...

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Pequenos Momentos de uma Pauta Fotografica


Ela usava chapéu não para fazer charme como mesmo anunciou, mas sim para esconder uma cicatriz na testa, passou por duas cirurgias, quase morreu na primeira, mas continua lutando com a doença...
E sorri como uma criança. Uma criança com mais de 50 anos. Chama seu homem de amor.
Rimos juntas quando falaram que a pedra do seu lindo anel (feito por ela mesma) atraia coisas ruins.
A família nunca aceitou sua alternativa de viver de arte, muitos anos depois foi essa mesma família que necessitou dela para cuidar do pai doente, o mesmo pai que tanto a criticou...
Faz as coisas lentamente como se fossem quebrar.
Diz não acreditar em nenhum Deus.
Um anjo me soprou ao ouvido para que eu dissesse a ela:
“Não fique magoada com sua família, na maioria das vezes eles pedem desculpas em silêncio.”
Ela sorri infantilmente de novo, concordando.
Damos risada da cor de algo, da loucura de outro, do ninho de passarinho na janela...
Na hora da despedida ela me abraça forte, posso sentir a energia boa, energia essa que nenhuma pedra de anel de qualquer cor que seja: diminui.
Energia de calor, de sol, de criança.
Me despeço com uma quase triste certeza: não a verei mais.
Pequenos momentos eternos de uma simples pauta fotográfica.

Ouvindo De Novo :Nando Reis - Pra Você Guardei O Amor

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Faculdade


Eu sempre quis ter uma máquina de escrever.
Daquelas que a gente guarda na caixa.
Sempre achei a maquina de escrever uma peça linda e cheia de mistérios, sou do tempo que se trocava a fita da máquina.
Do tempo do curso de datilografia.
“batem depressa, disciplinados e decididos os dez dedos delgados da datilografa dinâmica.”
Sim eu aprendi a datilografar com os dez dedos, o que de nada adianta quando não se tem algo importante para escrever.
Escrever sempre esteve na minha historia.
Meu primeiro sonho juvenil: ser jornalista.
Claro depois daqueles sonhos bobos que toda criança tem: veterinária, sonho que logo abandonei, pois os gatos não gostam de se aproximar de mim... Depois veio o encantamento pela psiquiatria, desvendar os misteriosos labirintos da mente humana, quando calculei o tempo de formação... passei a me interessar então pela psicologia por que todo mundo me dizia que eu era uma boa ouvinte, que dava bons e sensatos conselhos, e eu louca para alguém querer me ouvir!Mas ai comecei a ler o psicoterapeuta Roberto Freire, o primeiro livro: um choque, o segundo, o terceiro, o quarto e definitivamente desisti da psicologia.
E como Clarice Lispector continuava a me embebedar da sua loucura: o que eu mais queria mesmo era: escrever.
Bem não fiz jornalismo nem qualquer outra coisa que me aproximasse da escrita.
Quando realmente pude ter a oportunidade de
Fazer um curso de graduação acabei escolhendo o que me assassinou os sonhos de faculdade: administração.
Quem vc conhece que fez administração e é feliz? Me diga por favor!
De novo me vi sem saída. E aquele sonho gostoso da juventude ainda mora aqui no peito, lógico sem os mesmo devaneios de antes, mais racional, mas tão somente ainda um sonho.
E agora o vírus da fotografia me contagiou.
Totalmente contaminada!
Penso, respiro e absorvo fotografia.
E o que mais me apaixona nela é a total liberdade! Em fotografia vc pode tudo!
Não tem certo ou errado, tem foto e pronto!
Me assusto como qualquer adulto frente ao novo é claro, e me questiono se vai dar certo ou será apenas mais uma viagem minha...
Não sei. E as pessoas dizem: Pra que fazer
Faculdade de fotografia? Não precisa...
Ah, infinita pequenez das pessoas!
A faculdade seja ela de que titulo seja, a que profissão te remeta, é muito importante,pois te treina, exercita, apaixona,aprimora e te fuzila o cérebro de informação, te faz pensar e sendo assim sentir-se vivo.
Hoje quando escuto meu filho em fase de vestibular responder o porquê escolheu fazer História: conhecimento! A pequena menina dentro de mim dá pulos de alegria, afinal é isso, é simples assim, porra, viver é adquirir e transmitir conhecimento, pra isso vale a pena as noites em claro, o gasto com livros, Xerox, condução, os lanches rápidos, a roupa velha, os tênis surrados, os infinitos cafés...
Então por favor, não me questionem ou julguem, pois eu só quero me sentir viva, e se você ainda esta pensando naquela faculdade...pense que o livro só tem sentido quando é lido, e quanto mais lido melhor.
Permita que leiam o seu livro da vida.

  

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Frágil


Descobri o que a tanto tempo me negava, bem sendo assim, não é descoberta e sim auto sabotagem.
Relutei e não queria assumir para mim mesma e tinha muitos motivos para isto.
Motivos de vida, motivos de passado, motivos de pessoas.
Mas enfim agora encaro isto bem de perto, posso sentir o hálito deste motivo, seus olhos duros, seu rosto em desaprovação por negá-lo a tanto tempo.
Te desenho então silaba por silaba e sendo assim te assumo:
meu espírito é frágil.
Frágil e leve como uma folha de outono, um pensamento de vento ela se desfaz.
Tentei dizer a mim mesma como um mantra que eu era forte,
Que suportaria as rudezas desta vida, mas o rosto me encara e cada pequeno desenho de sua face, suas marcas me dizem:
Frágil.
Não suporto gritos, destratos, estupidez, ignorância, desamor.
Morre  em mim cada pedaço de alma toda vez que convivo com isto, e sendo o mundo que vivo permeado deles: meu
Espírito esta com os dias contados.
Frágil, frágil, frágil.
Aquela sensação oca de dor anunciada que se sente quando
se sabe que vai morrer.
Poderá restar o corpo: casca de nós, mas o que mantém esta casca humana será apenas um pequeno sopro.
Como Clarice Lispector já intitulou: um sopro de vida.
Existira ainda a esperança de que injetem ar neste espírito?
A face novamente me encara e responde: frágil,frágil,frágil.

domingo, 21 de agosto de 2011

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Ouvindo Agora e Muito: Claudia Dorei - Warm up

Warm Up - Claudia Dorei


Andar baixo, baby um dia de cada vez
Sem pressa, quando se trata de nós
Da próxima vez, vou levá-lo ao sol
Apenas para aquecê-lo
Se você ver em meus olhos
Cores ao meu redor
Você vai encontrar-se comigo há tempo
Não há necessidade de convidar
Porque eu vou trazer para o seu quarto borboletas
Pequenos pássaros amarelos
Lavar e pentear seu cabelo
Passar a ferro sua camisa
trazer café da manhã para a cama
Lamber os dedos para acordá-lo
Beijá-lo lentamente
Chamá-lo de meu santo monte
Só para você subir em silêncio