A força desse sentimento afronta a lógica humana.
Nem mesmo a natureza em sua fúria mais violenta
consegue demonstrar tanta voracidade.
Nem mesmo as palavras mais rudes e sábias do poeta urbano conseguem multiplicar essa ideologia louca.
As paredes já não são suficientes para este amor.
Ele escorre pelas portas, janelas, qualquer ínfima abertura onde
ele toma conta, invade, alaga esse corpo dolorido de desejo.
O desejo dói na sabedoria cega que a dor é apenas o prenuncio de mais desejo.
Não um rascunho de desejo, mas sim, um desenho nítido, ampliado, multifacetado em bilhões de pixels.
Nenhuma imagem consegue captar esse amor.
Nenhum texto consegue juntar as palavras perfeitas para este palavrear de amor.
Não existe receita. Na prática desse amor a teoria se esvanece.
Sem teoremas, filosofias ou princípios.
Ele é porque é feito pra ser.
Ele não morre, pois ressuscita a vida.
Eu? Eu, insignificantemente sou dele.

Nenhum comentário:
Postar um comentário