domingo, 11 de dezembro de 2011

A Fome.



 
A fome do corpo andou em vantagem frente à poesia.
O olhar ganhou nuances deliciosamente maliciosas.
A mensagem direta e brincalhona deu lugar às entrelinhas.
O desejo explicito explodindo por todos os poros.
Era possível sentir na pele a sensação de arrepio constante,
o pedido seco, urgente e por vezes rude.
Mas o desejo pode se dar ao luxo de ser rude, seco, vigoroso e exibido.
O desejo é cheio de auto-estima.
Ah, minha doce poesia, me entenda!
Será para sempre a primeira, mas quem me julgará por essa deliciosa traição?
Quem terá coragem?
Hipócritas serão estes ou tolos de não saber a delicia de um molhado entre as pernas...
Existem momentos em que a luxuria é a melhor sensação de sentir-se vivo.
Me perdoe, poesia, mas o tesão é mais forte que suas parábolas...

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