quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Mãe.



Depois de muitos meses ouvi sua voz de novo.
Foi foda pra mim.
Eu tinha a opção de não atender. Eu sei.
Mas meu coração estava tão triste hoje, necessitando de um
Abraço. E por que não pensar (afinal seria o mais obvio) que este abraço poderia partir da pessoa que me colocou no mundo...
Mas meu coração só ficou mais triste.
As pessoas diziam antigamente que nós brigávamos por que éramos iguais, hoje eu sei: nunca fomos e nem seremos iguais.
Tem um mundo que nos divide e nos distingue.
Durante muitos e muitos anos eu inocentemente contei com seu amor, e como hoje, às vezes minto pra mim mesma e conto de novo.
“Vc sabe quem esta falando? Vai, me responde... Quem esta falando?”
Ter que pronunciar a palavra: mãe foi para mim como um soco no estomago. Saiu seca e com dor.
Todos os dias eu me questiono onde e como eu posso melhorar como mãe, todos os dias... e mesmo assim eu erro pra caralho.
Você, mãe, desistiu de mim.
Isso é só a verdade. Doa a mim mesmo, por que é só a mim que
vai doer.
Eu desse jeito idiota não consigo desistir das pessoas.
Mais uma vez eu queria que tudo fosse tão simples.
Simples assim: que eu não me importasse que vc desistiu de mim.
Simples assim: que eu pudesse amar vc sem magoa.
Simples assim: que eu aceita-se que vc foi na medida da pessoa que vc é o que eu merecia ter de uma mãe.
Mas não seria eu.
Multifacetada. Complicada. Cabeça Pulsante, pensante...
Me perdoe mãe. Por vc eu queria não ser eu neste momento.
Há poucos dias eu fiquei muito mal por disser a uma pessoa cuja mãe esta no leito de morte: “Deixar partir, também é amor.”
Eu aprendi essa pequena lição nesta jornada.
Eu sei que um dia terei que lhe dizer adeus, ou talvez vc diga primeiro a mim, mas antes disto eu te peço: me deixe partir...

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