GAENA DA SYLVA
Sinto ele aproximar-se.
Vem sorrateiro procurando a menor brecha,
O pequeno descuido, a primeira desatenção.
O vazio se aproxima.
Não é medo que sinto.
É dor.
Por que sei.
Sei que ele me invade totalmente e sem pedir licença ou
Perdão.
Novamente as paredes de minha alma ficaram mofas.
O primeiro indicio é este desproposito de palavras.
Essa total falta de objetividade.
A tristeza não é objetiva.
Procuro resistir, mas minha mente sabe que é impossível.
Sou dela, sim sou sua: tristeza.
Resignada me entregarei a você novamente e meus dias
Em vão serão a prova desta obediência servil.
Ah se nestes momentos surgisse aquele espírito arredio, ensandecido e cheio de fúria que sei que ainda reside em algum canto dessa alma...

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