terça-feira, 21 de junho de 2011

Todos os dias.


As horas passam.
O tempo sempre foi meu inimigo.
Joga contra.
Eu não sei mais o que pensar.
O que sentir.
Escrevo com o andar dos ponteiros meu futuro.
E não gosto do que escrevo.
Decisões que não quero para mim.
Estou escrevendo um futuro de encomenda,
Não o que eu escolhi.
O escrevo reticente, com dor e procuro entender que na vida nosso roteiro não pode ser decidido sozinho, que outros interagem neste roteiro e ás vezes não podemos escolher.
Essas escolhas não são minhas.
E sou tão teimosa, tão relutante! Forçam-me a acreditar
Que o amor não existe, um axioma absurdo!
Mas escrevendo essas linhas arrastadas e dolorosas e
Buscando em cada milésimo de segundo que passa que no próximo minuto meu roteiro mude.
Na dureza das palavras que um dia foram doces e somente para mim, escuto no martelar dos minutos o que tenho que escrever: que o amor não existira mais em minha vida.
Decisões que não escolhi.
Mas procuro pensar que tenho que respeitar o direito das
Outras pessoas em não me quererem mais em suas vidas,
Apesar da certeza do amor mais puro e inesgotável que dei,
Se foi pouco, se não serviu...
Minha mãe, meus irmãos, alguns amigos e hoje...
Decisões que não escolhi.
E o relógio me conta que mais um segundo se passou
Depois disto...

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