Não consigo achar melhor definição do que esta:
“Coisas boas e ruins misturadas”, a frase não é minha.
Muitas vezes outras pessoas se expressam melhor do que eu e conseguem dizer exatamente o que eu não consigo.
Aqui mesmo no blog sigo o “Anjo Maldito”, meu amigo de linhas e entrelinhas e este muitas vezes escreve que eu não consegui escrever.
Acho que isto é natural, alguém sempre vai compor uma música que vai dizer o que nosso coração não consegue, uma poesia, um filme...
Mas a frase acima neste momento veste meu coração como um cobertor feito de encomenda, um cobertor fino e velho que pouco aquece, mas é essencial nas madrugadas perambulando pelas ruas sinistras de São Paulo.
Na maioria das vezes tento frear minha mente, tento inutilmente comandá-la, dizer a ela: não pense nisso, não pense mais nisso, não pense nisso a cada milésimo de segundo do seu dia, não seja este o seu primeiro pensamento do dia, o que perturbou o seu pouco sono, o último do dia, enfim...
Coisas boas e ruins misturadas, como comer salgado com doce, como colocar muito açúcar no café e alterar seu sabor, mas ainda é café... e eu adoro café.
Meu filho me disse esses dias que gosta de escrever sobre o tempo, o tempo o fascina... ah ilusão antiga julgar que o tempo cura tudo...tanto tempo já se passou e não cura, não cura por que não é doença apesar de ser dor intensa.
Doença sem cura? Também não. Pois a doença sem cura tem fim na morte, e eu a procuro e ela me diz: “Não tem jeito, para nós não existe mais acertos, negociações, dialogo...” Pois é , a linda senhora, a elegante Morte me dando o fora... e de novo.


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