Lá vem aquela angustia. A garganta seca. Molho a
boca.
Tudo fica mais brilhante. A mente frenética pulsa.
Sintomas. Quando chegam a este ponto não tem mais
como retroceder.
Saudade e Medo.
Saudade do que não vivi e medo... o de sempre. O mesmo. O que paralisa. O foda.
Olho para o céu na expectativa vã de uma resposta. De
um som.
A lua hoje não me diz nada também me ignora.
Eu sei: silêncio. Um oco profundo e ácido.
Minha mente são cartas que blefam comigo. Jogam
contra mim. E sempre vencem.
Saio da mesa cansada, esgotada e como sempre: não sei
perder.
Eu não quero ser sensível assim.
Eu queria tanto esquecer também. Seguir em frente.
Mas não posso fingir que vivo assim: morrendo.
Alguém pode me ensinar a fingir felicidade? Só para não
incomodar.
Eu tento respirar, mas a dor esmaga meu peito,
aperta, dilacera, corta como papel novo,
como palavras
antigas dizendo: vc nunca muda.
Mas nem a lua quer ver o quanto eu mudei, se cobre de
nuvem e me evita.
Eu queria ser racional, lógica, humana, rir de mim
mesma, mas eu só sou: mulher.
Perdi nas cartas, no dadinho, na forca e...
Alguém topa jogar com o perdedor da última rodada?

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