terça-feira, 26 de maio de 2015
Pensei.
Me masturbei, fiz um poema e: pensei.
Dei uma tragada, aspirei fundo e: pensei.
Bebi um gole do destilado mais forte que sobrou,
acariciei o cachorro e: pensei.
Completei a dose, dei o último trago e: pensei.
Aumentei o som, cantei em espanhol e: pensei.
Deitei no chão gelado, expulsei os sapatos e: pensei.
Peguei o livro de fotos abandonado no chão, escolhi uma imagem,
a comi com olhos gulosos e: pensei.
Larguei o livro, olhando para baixo prometi de novo começar
a correr amanhã e: pensei.
Depois algumas nuvens depois: tomei banho, reli o poema,
dei a última tragada, terminei a bebida, o cachorro dormia,
desliguei o som, guardei o livro, me transbordei de silêncio
e repetidamente de maneira insuportável: pensei.
Pensei em você.
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"tenho medo de um modo de ficar-me mudo"
ResponderExcluirlinda poesia eu encontrei esquecida em livro na biblioteca do IFCH...
Uma garrafa contendo um bilhete é jogada ao mar
Para que algum dia
algum mortal possa a encontrar
A poesia não esfria
O mortal fica lisonjeado
ao ler versos curtos rimando
na forma de afetos,
contrastes,
cheiro de mar,
É a dança das palavras
que me faz arrepiar a pele...
Enfim,
a noite me chama a vagar pelo
seu silêncio,
de passo a passo ,
vôo de pensamentos
sempre bela e atraente,
espera-me nos descaminhos
os andarilhos vagueiam
gritando misantropos
minha sombra descarta
o monólogo
prefiro agradável companhia
na clareza noturna
Pessoa...
ResponderExcluirNão consigo falar no seu celular, mudou?
Ass (...)
Saudade