quarta-feira, 27 de outubro de 2010

A Morte II

Sinto a tristeza instalando-se novamente.
Ela chega vagarosamente, observa o lugar, respira fundo
E acaba sentando-se aqui no lugar mais confortável:
Meu peito.
Ela sabe que minhas armas para expulsa-la são em vão.
Ela sabe que minto para mim mesmo fingindo-me feliz.
Ela sabe onde mordiscar e me lamber.
Ela sabe me seduzir.
E assim, como todas as vezes que ela quer: me entrego.
Me entrego a essa tristeza com uma resignação absurda.
Me entrego como se meus olhos declarassem a todos que
Sou dela.
Me entrego e já sinto o frio que ela causa na alma, o
Arrepio na espinha, os sentidos torpes, embriagados de dor.
A tristeza e sua eterna companheira a morte continuam morando
Aqui, quem quiser visitá-las (não aconselho pois podem igualmente lhe seduzir) olhe nos meus olhos por apenas um minuto e a verá refletida: linda, poderosa e dona de mim.

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