Quantas vezes não fugi da vida?
O papel me traz prazer com seu branco
Imenso dizendo-me sempre:
Me preencha...
E eu sempre cedo apaixonada que sou
Pelo mistério do branco, do nada que
Tudo pode...
Nunca ousei ser livre como um papel
Em branco...
Vou acertar contas por isso.
Ousei amar desmedido, isso sim!
Poderia ter amado mais?
Com certeza.
Mas quando o amor apresentou-se na
Minha vida em branco, respondi a ele
Sussurrando:
Te preencho....

Nenhum comentário:
Postar um comentário