Sinto a falta do alimento, alimento que cumprindo sua função me nutre.
Sinto o tecido da pele frágil e o da alma dolorido.
Às vezes fecho os olhos e procuro na escuridão que criei me nutrir. Nutrir de pensamentos, sensações, emoções... Saudades...
Toca um som estridente em meus ouvidos agora.
Por que eu ainda prefiro os vinhos que descem pegando?
Por que o mesmo vinho tem sabor diferente na minha boca e na tua?
A pessoa de traquejo simples pergunta: qual o melhor sinônimo para renascer?
Eu tinha que estar ali para ouvir isto... Na hora me
bombardearam vários sinônimos, mas por que eu tinha que ouvir aquilo?
Será que renasço hoje? Quem sabe? Depende da quantidade de medo introduzida na veia no café da manha...
Podemos discutir por horas tantos assuntos quanto caiba em nossas tempestuosas e iluminadas mentes inteligentes, mas, no entanto, eu sempre fujo...
Perco-me em um gesto diferente, em uma palavra que quis dizer outra, em um sorriso de canto de boca, na beleza singular de uma menina correndo pela casa...
Tudo parece novamente ter perdido o sabor, o genuíno sabor, o tão precioso sabor conquistado... O vento parece agraciar somente as folhas do meu mosso, não chega ao meu peito, não varre essa dúvida que talvez esteja crescendo velozmente aqui dentro do ventre.
E o vinho continua descendo pegando, uma, duas, três, quatro, quantas garrafas forem possíveis para mergulhar essa dor em vermelho vinho.

Nenhum comentário:
Postar um comentário