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| Helmut Newton |
Terá o amor o poder de renovar-se?
Se hoje nesta data sem nenhum significado vc acaba-se de me conhecer,
Como vc me veria?
Se nós pudéssemos não conhecer as mazelas que o passado nos imprimiu do dia a dia, se de uma maneira absurda e louca pudéssemos esquecer a dor que nos causamos seria o teu olhar limpo para mim agora?
Se nós nada soubéssemos, gostos, manias, maneira de ser, traços marcantes de personalidade, se fossemos nos descobrindo de novo e de forma nova, como seria o amor agora?
A alma selada de mágoas passadas, o peito aberto ao novo como uma aventura fascinante e vertiginosa.
Teríamos encontrado o amor novamente?
Ah, consciência maldita e inteligente, que não escolhi para mim que me cutuca e diz: mas e o bom do passado? Deixaríamos para trás todos os momentos mágicos, todos os momentos importantes em que estávamos lá, juntos, às vezes mudos na dor, ou na alegria, mas juntos?Os sorrisos em momentos exatos, a frase dita no milésimo de segundo que não volta, pois já será diferente....
Teríamos coragem de abandonar tudo isto?
E como seria esse amor que no fundo sabe do outro?
Seria mais sereno, mais sábio ou mais tresloucado e apaixonado?
Não pensar no futuro enfim, apoiando aos novos filósofos, vivendo somente o presente sem que o passado tenha seu peso nas ações de hoje, teríamos menos medo de sermos nós mesmos?
Muitas perguntas e uma expectativa à frente, ironicamente uma perspectiva que só tem a opção do presente e do futuro.
Minha consciência castradora de poesia me diria: não me traga perguntas e sim respostas.
E escrava dessa consciência megera eu a responderia:
Eu acredito. Sim eu acredito na renovação do amor, até por que seria hipócrita não acreditar, sendo eu um ser que ama o novo, mesmo que o novo já seja revestido do gasto.

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