Eu me culpo. Ele me culpa. Ela me culpa.
Alguém longe que não me conhece também me culpa.
Alguém fica feliz quando o outro me culpa.
Eu me culpar já bastava por todos eles.
Todas as manifestações me causam dor, mas eu tenho que suportá-las como punições: eu mereço cada manifestação de vida como um corte na carne.
Portanto não deixe de viver, pois eu vou continuar morrendo por aqui.
Me pergunto até quando vou agüentar tanta dor. Alguém me vem com dito o popular:
“Você só recebe o que vc agüenta, o papo do frio conforme o cobertor...”
Pois eu prefiro a Fernanda Young tão claramente por mim:
“E é por tanto falar em morte que às vezes lembro que vivo.”
“ Pois a morte chega mais rápido para aqueles que aguardam o telefone tocar.”

Nenhum comentário:
Postar um comentário