domingo, 14 de abril de 2013

Alma.


Foto: Paulo Bau

Sinto minha alma sendo puxada como um plástico que se desloca do corpo.
E vc vai puxando e não vê as partes que ficaram quebradas do plástico, os pedaços que ficaram lá colados no corpo.
Vc continua puxando por que isso é sua droga, seu ópio, o momento que sua vida pode seguir  quase que inebriada , quase sem dor, por que vc despreza, ignora , evita diálogos e ... continua puxando minha alma se deslocando do corpo.
Pois esse ópio faz vc dizer que esta fazendo o melhor... o melhor pra quem?  A droga te dá a resposta, aquela que te alivia...
E o que é um corpo sem alma? Nada.
Já não fico me  perguntando quando a dor de vc puxar minha alma vai passar, eu sei que ela nunca vai passar, ou quem sabe quando quiser realmente enxergar , quando a droga parar de tomar conta do teu pensamento e deixar o seu coração te comandar, ai talvez eu pare de sentir essa dor.
Dor. O poeta que em vida foi esquecido e ignorado e hoje por ironia é reverenciado ( será que é assim: só na morte os poetas são entendidos?)  escreveu algo lindo:
“ A dor é o único sentimento sem mascaras. E não ter mascaras é muito perigoso”
Eu continuo me arriscando, continuo aqui expondo minha dor, perigoso ou não é a última forma de me sentir viva.
 *a frase é do Caio Fernando. 


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