quarta-feira, 10 de abril de 2013

O poeta que sabe demais.



Que o tempo morno não derreta o que restou de poesia.
Que o languido não nutra com seu fino e viscoso liquido
a última ampola apontada para o peito.
Ando na corda bamba entre o poeta e o sábio.
O poeta vê a beleza das coisas, sonha e tem esperanças...
O sábio, este simplesmente sabe demais e saber demais dói com a exatidão da lógica, com a frieza do raciocínio letal.

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