sábado, 28 de dezembro de 2013

" Sem amor (é claro) eu nada seria."



Não peço mais perdão.
Não procuro mais nenhuma mão.
Não quero mais o frio ou o quente.
A sensação de emoção ou realização.
Estou anestesiada.
A dor que cultivei tanto em todos esses meses agora parece pequena.
O esforço para respirar, não magoar ou ser magoada, amar e buscar o amor já não faz mais parte das necessidades diárias.
Esgotaram-se as doses de amor para esta vida.
As doses de alegria, entusiasmo e esperança.
Não procurem nos bancos da vida, pois esse liquido que
pouco e fino escorre agora  em minhas veias não é mais encontrado.
A quem sentir raiva de mim por sentir-se abandonado, não se iluda, vc nunca necessitou de mim. Eu te mostrei alguns caminhos e livros e nada mais. A história é sua.
As inúmeras pessoas que magoei peço que se lembrem das inúmeras vezes que também as fiz bem.
A quem sentir que fez tudo por mim e achar que eu não reconheci e agradeci, eu o fiz de diferentes e estranhas formas.
A quem sensivelmente sentiu a dor em meu peito, e que de alguma forma secou minhas lágrimas, não pense que poderia ter feito algo a mais.
As doses de amor se esgotaram para mim nesta vida.
E é muito claro que “sem amor eu nada seria.”
Continuem nesta estrada que eu tanto tropecei, caiam quantas vezes por necessário, mas sigam. Sigam acreditando em si mesmos.
Sigam procurando o amor em cada esquina e ao encontrá-lo não deixem que suas doses sequem.

Brindem a cada sol que se deita no horizonte a vitória ou derrota do dia, mas sigam, com coragem (a qual nunca tive) e amor.

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