| Telma Castilho |
Duas idosas na mesa do bar, uma cerveja, muitas risadas.
A esquerda um paredão de prédios esconde o céu.
Um casal brigando.
Sirene de ambulância.
Corredor de ônibus.
O porteiro varre a calçada.
A moça fuma ansiosa na portaria do prédio.
A senhora me pergunta onde é o Masp. Informação.
Prédio de Alto Padrão.
No muro: 3,20, Não!
Grafite ou Pichação.
Ideologia e Poluição.
Nas vias engravatadas, cheguei a Paulista a mais paulista das avenidas.
Abordagem filantrópica.
Alguém passa falando: corte na seção.
Associo um som. Um som particular.
Sol das 17 mas são 16, ninguém engana a natureza mas é horário de verão.
Um olhar desconfiado no meu bloco e lápis na mão.
Se soubesse desenhar o faria então, olhar de paulista, coração suspeito.
Transito então.
Todos os caminhos dão nele, sem solução.
Imagem em transição, entro no busão.
Para que não se quebre a rima, então:
Recebo uma ligação.
Alguém me desconecta desse caminhar vadio, realidade conectada,
esperança errante adiada para o próximo flanar.
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