Saiu como um choro contido.
Angustiado. Um nó na garganta.
Um aperto asfixiante no peito.
AS lágrimas silenciosas e doloridas carregavam
O cheiro doce do perfume escorrendo da face, adormecendo no peito.
Silenciosas para não competir com a música que eu sonhei como fundo para fazer amor.
É esse apego ao gasto: fazer-amor, sonhar os sonhos impossíveis, como o poeta-louco, sem culpa, sem cobranças, vivendo plenamente e com a liberdade dos loucos: deixando viver.
Um sonho? Uma utopia absurda e até infantil?
Pois eu sou totalmente absurda e infantil.
E por isso entendo seu esforço monumental em garantir poder ser você mesmo para pelo menos uma única pessoa.
Guerras solitárias. Heróis apaixonados por uma causa que ninguém acredita.
E a música recomeça. Lenta. E diz tudo mesmo sem uma única palavra.
Era assim que eu queria saber explicar: com som sem palavras, pois estas me traem, me enganam, me seduzem.
Ando fugindo das palavras inutilmente eu sei como fugir do que se esta enraizado no peito, tatuado com agulhas de amor imensurável, pintado com dores e gemidos e pleno de vida e de deixar viver.
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