A gente sempre acha que o outro vai entender.
Que vai ler nos seus olhos mareados de dor.
Que o seu abraço apertado vai contar o quanto vc não quer se esse
abraço termine.
Que mesmo muito distante o outro saiba exatamente o que vc esta sentindo.
A gente se acha transparente. Meio que conta com isso. E ai
fica esperando...
Esperando que o telefone enfim toque.
Esperando braços abertos.
Esperando um beijo
longo e sincero.
Esperar dói.
Não ser transparente dói muito mais.
Enfim, se sou um livro, sou daqueles difíceis de ler,
aquele
que a gente pega quando dá um tempinho,
que qualquer outra coisa te tira à atenção,
aquele que pede
toda hora o dicionário,
aquele complicado de levar na bolsa,
aquele que vc
sempre perde o marcador,
aquele que vc já começou várias vezes e nunca consegue
terminar.
Descobri que também dói ser livro não lido.

Melodias não pronunciadas
ResponderExcluirEscorrendo do lótus do meu coração
Terminando onde começamos
Promessas que não foram quebradas
Prometendo um fogo sem fim
De amor além do desejo
Terminando onde começamos...
anonimo, terminar onde começar é a palavra traduzida para infinito.
ExcluirMeu infinito se quebrou, procuro desesperada e torpe de dor encontrar a ponta que o una novamente no: terminar onde começar, mas desconfio que esta outra ponta pertence a outra pessoa e sozinha jamais vou conseguir : começar onde terminar. Que seu infinito seja mais completo que o meu, que se realize em conexões intermináveis e belas. Que seja pleno e não incompleto como o meu.