quarta-feira, 12 de junho de 2013

Livro





A gente sempre acha que o outro vai entender.
Que vai ler nos seus olhos mareados de dor.
Que o seu abraço apertado vai contar o quanto vc não quer se esse abraço termine.
Que mesmo muito distante o outro saiba exatamente o  que vc esta  sentindo.
A gente se acha transparente. Meio que conta com isso. E ai fica esperando...
Esperando que o telefone enfim toque.
Esperando braços abertos.
Esperando  um beijo longo e sincero.
Esperar dói.
Não ser transparente dói muito mais.
Enfim, se sou um livro, sou daqueles difíceis de ler,
aquele que a gente pega quando dá um tempinho,
que qualquer outra coisa te tira à atenção,
aquele que pede toda hora o dicionário,
aquele complicado de levar na bolsa,
aquele que vc sempre perde o marcador,
aquele que vc já começou várias vezes e nunca consegue terminar.
Descobri que também dói ser livro não lido.


2 comentários:

  1. Melodias não pronunciadas
    Escorrendo do lótus do meu coração
    Terminando onde começamos
    Promessas que não foram quebradas
    Prometendo um fogo sem fim
    De amor além do desejo
    Terminando onde começamos...

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    1. anonimo, terminar onde começar é a palavra traduzida para infinito.
      Meu infinito se quebrou, procuro desesperada e torpe de dor encontrar a ponta que o una novamente no: terminar onde começar, mas desconfio que esta outra ponta pertence a outra pessoa e sozinha jamais vou conseguir : começar onde terminar. Que seu infinito seja mais completo que o meu, que se realize em conexões intermináveis e belas. Que seja pleno e não incompleto como o meu.

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