domingo, 4 de agosto de 2013

Doce menino-homem.



O doce menino-homem escreveu poemices de carne tremula
Para a menina-flor.
A menina-flor acha agora que é mulher e dentro dos mistérios
Da fêmea fere e sorri displicente.
O doce menino-homem não sabe qual dos lados da lamina o faz sangrar mais:
O lado em que a menina-flor diz ser lindo suas poemices com uma doçura angelical que o faz transbordar de amor.
Ou o lado que a menina-flor lê, mas não compreende a dor ali expressa, rasgada e exposta em poema.
A menina-flor não percebe que o doce menino-homem morre.
A mim, doce menino-homem cada lágrima sua me abre uma ferida.
As tuas feridas beijo cada uma, o teu sangue: lambo, como se pudesse sugar toda a sua dor e fazê-la minha, como se eu soubesse tratar dela melhor que vc.
Não sei. E sofro por essa inabilidade.
Também morro contigo, mas sigo curando tuas feridas como cuido das minhas, e sinto que aos poucos teu sangue que sugo esta se
Tornando de novo mais doce.

Morro contigo para renascermos juntos. Eu e vc. Sempre.

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