O doce menino-homem
escreveu poemices de carne tremula
Para a menina-flor.
A menina-flor acha
agora que é mulher e dentro dos mistérios
Da fêmea fere e
sorri displicente.
O doce menino-homem
não sabe qual dos lados da lamina o faz sangrar mais:
O lado em que a
menina-flor diz ser lindo suas poemices com uma doçura angelical que o faz transbordar
de amor.
Ou o lado que a
menina-flor lê, mas não compreende a dor ali expressa, rasgada e exposta em poema.
A menina-flor não
percebe que o doce menino-homem morre.
A mim, doce
menino-homem cada lágrima sua me abre uma ferida.
As tuas feridas
beijo cada uma, o teu sangue: lambo, como se pudesse sugar toda a sua dor e fazê-la
minha, como se eu soubesse tratar dela melhor que vc.
Não sei. E sofro por
essa inabilidade.
Também morro contigo,
mas sigo curando tuas feridas como cuido das minhas, e sinto que aos poucos teu
sangue que sugo esta se
Tornando de novo
mais doce.
Morro contigo para renascermos
juntos. Eu e vc. Sempre.

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