terça-feira, 30 de setembro de 2014

Outra Flor.

Victor Henrique.



As mãos entrelaçadas apertam meu coração.

Tiram dele a última gota de amor.

A música diz que é necessário terminar para um dia recomeçar.

Estúpida esperança. Todas elas sempre foram estúpidas.

O néctar do meu amor esta em outra flor.

O desenho anelar é outro mas as promessas são as mesmas.

Uma flor mais nova, viçosa e repleta de esperanças...

Sinto o pólen impregnando seu ar de leveza, só um dos

tantos pedidos que fiz: leveza.

Eu fui e sempre serei uma flor de mesa.
Aquela que a gente não carrega feliz pra casa,
não mostra para todo mundo,não molha e espera que ela
morra um dia para dar espaço a Outra flor.

Não justifique seu desamor, meu amor.

Nada justifica a morte da flor, como nada impede
que a flor continue amando mesmo sem vida.

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