sábado, 27 de novembro de 2010

João

Foto: Paulo Bau.

(Relatos de uma saída fotográfica)

Ele tem um sorriso brincalhão que parece estar sempre pronto para a festa.
Às vezes olha tímido (mas o olhar zomba assim mesmo), analisa, o gesto do corpo parece dizer que tem medo.
Que nada! Ele é todo coragem! Ah se eu tivesse metade da tua coragem, João!
Meu grande e ao mesmo tempo pequeno, doce e infinitamente lindo, a meus olhos: João!
Triste daqueles que não enxergam tua beleza...
Agradeço a Deus por permitir-me te conhecer.
Ouvi do teu pai tua história, (captadora obcecada que sou pelas histórias das pessoas e o que me fez iniciar estes relatos, ouvia teu pai, mas olhava vc!) ouvi sobre seus irmãos, sobre sua mãe...
Todos diriam se ouvissem: “Que triste história de vida!”
Mas basta olhar para vc e meu coração se enche de alegria!
Cantarolar para você sua canção preferida foi tão bom! Te tocar, zombar com teu olhar brincalhão, ficar com um medo gigante que vc caia...
Todos os meus sentidos maternos ficaram em alerta, moleque danado!
E o seu pai tranqüilo...feliz e consciente da tua liberdade de locomoção...
Eu por mim te carregava no colo, colava tua mão na minha e não te soltava mais...
Envaidecido por ser o foco das atenções e da lente fotográfica, vc zombava de nós bobos adultos (assim como vc na idade que se conta os anos, conta que nunca fecha, pois vc sabe o que é ser realmente criança no corpo de adulto)que pedíamos para vc sorrir, o sorriso com dentes, pois teus olhos já nasceram puro sorriso.
João não se engane é o cavalo que aprende contigo! Aprende do amor humano sem distinção, sem preconceitos, só simplesmente: amor.
Guardarei o beijo que te dei na despedida para sempre no peito, o beijo
Que te desconsertou eu sei, mas também sei que vc entendeu.
Eu precisava conhecer vc naquele dia João! Meu coração precisava.
Obrigada meu grande pequeno novo amigo por trazer vida a meu dia.  

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