terça-feira, 8 de março de 2011

Jogo do céu.

Meus pensamentos se embaraçam como fitas ao vento.
Como nuvens brincalhonas, fazendo pareidolia com minha mente.
O sol castiga meus olhos que desafiam sua força.
Olho corajosamente para o céu!
O desafio. Teimo com ele. E dou risada do seu medo, pois ele
Tenta se esconder com imagens desconexas que desvendo como um
Divertido jogo.
Estou deitada na grama. As formigas já vieram me visitar.
Estou tão insolente que nem dei atenção a elas, acho que sumiram magoadas.
Lembra quando olhávamos o céu e escolhíamos a nuvem mais bonita?
Quanto projetávamos na arquitetura rude da cidade um desenho doce e louco?
Tornamos tudo mais leve, mais bonito, mais insolente.
Sentir-se ridículo é a sensação de liberdade mais cômica possível.
O céu era testemunha da nossa juventude de amor.
Hoje brinco sozinha com o céu. Sei que gostaria de estar aqui.
Mas vc foi buscar outros jogos. Os jogos difíceis da vida.
Boa sorte, meu amor! Estarei sempre contigo, vc sabe.
Peço-te um favor, ou melhor, dois, para não perder a insolência:
Primeiro: canta para mim
Segundo: Volta logo para nosso jogo com o céu, antes das nuvens se fecharem em chuva e eu ter que correr sozinha pisando em todas as poças.  

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