terça-feira, 15 de março de 2011

Não espero meu amor passar.



 
Não espero meu amor passar.
Pois é amor. E este não passa, muda.
Não espero com medo a chuva que os trovões anunciam.
Deixo o vento forte bater no meu rosto. Quem me olha pensa: que coragem!
Espero sem inquietação que esta chuva lave as ruas do meu peito.
Quando você vai entender o meu amor?
Quando vai entender é ele é fortaleza, que não passa.
E se muda, suas raízes se afundam em minha alma.
Ele é atrevido no verão, calmo no inverno, desesperado de amor na primavera e melancólico no outono.
Muitas vezes não fui amada. Conheço os sinais.
Sentada na cadeira velha na soleira da porta fico vendo o céu e esperando você, talvez venha com a chuva e por isso não tenho medo dela.
Espero fazendo planos, sonhos e colorindo nosso futuro.
Às vezes confundo realidade com ficção, como os desenhos nas nuvens, pois os sonhos são tão fortes, tinidos, sinto sua presença quando preciso.
Sinto seu hálito, sua respiração ofegante, vejo seu olhar dentro do meu.
Ah quanto amor! E quando você vai entender?
Quando acabar meu tempo na Terra?
Mesmo assim eu sei: meu amor não vai passar.

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