quinta-feira, 10 de março de 2011

Mais Amor , por favor.

Acreditar no amor.
“Acredite no amor.”
Ouvi a cantora dizer que leu em um grafite no Centro de São Paulo.
E temos mais uma frase para reforçar o pedido quase que rude grafitado
Em todos os bairros da Cidade: “Mais amor, por favor.”
Por que estamos tão carentes de acreditar no amor?
Nos filmes do Almodóvar e de Wood Allen os personagens acabam descobrindo
Traições de seus parceiros e a expressão é quase que hilariamente: normal.
Nem se desculpam ou ficam procurando justificativas cheias de banalismo.
Simplesmente é.  Estariam querendo nos dizer o que esses iluminados diretores?
Deixem de ser hipócritas? O mundo virou um pequeno quintal onde nossos laços de relacionamento acabam se esbarrando uns nos outros?
E não pensem que estou sendo uma falsa moralista. Não. Mas ainda (digo ainda pois todo pensamento pode mudar) acredito que quando se trai é por que acabou
O amor com o parceiro atual, e, portanto se não existe mais amor por que denominar traição?
Eu sei, jogo de palavras. Não caia nessa perigosa armadilha.
As pesquisas dizem que as mulheres não estão felizes no casamento, pois seus
Parceiros deixaram de fazer até o simples: beijar de língua.
Também sei que os idiotas que ficam inventando esse tipo de pesquisa com certeza não são normais.
Mas, minhas queridas pessoas, esta difícil acreditar no amor.
Não falo por mim, pois o sinto latente no peito, vivo insone suas conseqüências:
Boas ou difíceis, mas regadas do delicioso vinho do amor, portanto nem ouso
Não acreditar nele, pois faz parte de minha essência, meu ar.
Outro dia li uma linda poesia de Vinicius de Morais (estará também à poesia em descrédito por ser uma das línguas do amor?) que deixo aqui para que reflitam
Comigo esta nossa nova deficiência dos tempos atuais, que no futuro próximo
Talvez tenhamos que encontrar também uma cura para a falta de amor.
Quem sabe...

Amo-te tanto, meu amor... Não cante
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.

Amo-te afim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.

Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.

E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.
Vinicius de Moraes.

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