quarta-feira, 16 de março de 2011

Cicatrizes do Amor Parte I


Instinto de defesa.
Primeira opção: ferir.
Me demonstro arisca, mas confiante. Confiante demais.
E isto assusta.
Eu sempre assusto as pessoas.
Normalmente elas querem chegar a mim.
Mas não permito logo de inicio.
Estabeleço regras e desafios.
Causo pânico, medo e desconfiança.
Pouquíssimas pessoas continuam tentando após o terceiro
Desafio, pois se sentem pequenas.
Eu costumo deixar as pessoas confusas e sentindo-se pequenas.
Sendo assim a maioria não ultrapassa a cerca de espinhos.
Não acham que vale a pena, e as faço pensar que não vale mesmo.
Algumas pessoas já se arriscaram a pular esta cerca, a insistir mesmo sentindo-se feridas.
A elas todo o meu universo, meu ser, minha dedicação e meu pleno amor-amigo.
Quando chegam deste lado tem sua ferida tratada como somente um amor-amigo pode curar e cuidar: com dedicação e afeto. 
A cicatriz ficara como prova deste desafio mas nunca mais doerá.
Por que a amizade é uma das facetas mais extraordinárias do amor.
Por que faço isso?
Instinto de defesa. Gostaria de não fazer desta forma e assim sendo eu teria muitas pessoas a meu lado, e tenho muitos colegas...
Nuvens passageiras de pessoas, nada de intimo ou pessoal, folhas ao vento.
Profundidade pra mim requer entrega. E sofro acreditem, pra caralho por isso...
Alguém ai a fim de se arriscar e ferir?

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