Eu te sopro.
Você me sopra.
Nada mais somos do que uma bola de sabão.
Daquelas que a gente faz com tubo de caneta vazio e sabão no copo.
Somos bolas de sabão coloridas, mais azuis ou mais vermelhas depende do sol.
Eu te sopro e você brinca que vai fugir de mim, mas não foge.
Ainda somos assim: infantis.
Nos chamamos de bobos.
Ninguém entende nossa linguagem, nossos olhares, nossa conexão transparente e leve e achamos engraçado o tombo que quase tomamos.
Mas somos frágeis também.
Basta um vento adulto, um grito severo, uma palavra mal entendida: puf.
Nossa bola de sabão explode.
Então juntos enchemos o peito de ar, novos e antigos ares e sopramos o tubo da caneta lambuzado de um fino fio de sabão.
E uma nova bola se forma.
E você finge fugir de novo de mim.
Mas não foge.
Você me sopra.
Nada mais somos do que uma bola de sabão.
Daquelas que a gente faz com tubo de caneta vazio e sabão no copo.
Somos bolas de sabão coloridas, mais azuis ou mais vermelhas depende do sol.
Eu te sopro e você brinca que vai fugir de mim, mas não foge.
Ainda somos assim: infantis.
Nos chamamos de bobos.
Ninguém entende nossa linguagem, nossos olhares, nossa conexão transparente e leve e achamos engraçado o tombo que quase tomamos.
Mas somos frágeis também.
Basta um vento adulto, um grito severo, uma palavra mal entendida: puf.
Nossa bola de sabão explode.
Então juntos enchemos o peito de ar, novos e antigos ares e sopramos o tubo da caneta lambuzado de um fino fio de sabão.
E uma nova bola se forma.
E você finge fugir de novo de mim.
Mas não foge.

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