quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Uma flor que morreu um dia desses








O choro que cega deixa tudo colorido.
A dor de amor que aperta o peito.
Os olhos, ah os olhos... meu pequeno lago castanho.
Se eu soubesse que aquele seria meu mergulho definitivo
demoraria-me mais nele, faria acrobacias e pararia
no ar somente para prolonga-lo.
A pele responde aos anos que marcam, as cicatrizes
que não somem do amor que não termina.
O sol zomba feliz lá fora, mas aqui dentro esta tudo escuro.
Eu aprendi a andar nesse escuro, já não tropeço,
mas ainda choro.
Choro por qualquer motivo infinitamente sensível:
uma pequena folha que voa, a criança que chora,
o poema que é triste,o final que é de amor...
Tempos de coração dilacerado, tome cuidado, por favor,
essa flor já morreu um dia desses,luta para permanecer
no jardim, menos vistosa e vibrante que as outras,
mas lá agarrando-se a um pequeno resto de raiz.
E os idiotas perguntam: ela esta doente?
Não. O que ela tem então?
Amor... só amor.

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