sábado, 2 de agosto de 2014

Chega assim.






Sinto um cheiro forte, quase insuportável. Mas gosto dele.
Sinto as coxas molhadas. Suadas. Colando. Mas gosto da sensação.
O olhar fica mais tempo no sentido diferente que a luz do sol deu a coisa normal.
Um pedaço de música misturada com outra, uma melodia, uma batida quase que
compassada com o meu coração.
O papel em branco. A máquina. A insônia que me desperta as três da manha.
Um pequeno e quase imperceptível movimento. Um vento de vestido que
roça nas pernas.
É ela chegando. Do seu jeito miúdo. Meio sem jeito, mas com intenções claras.
É assim que ela me toma.
Vem inspiração com todos os seus poemas escritos, musicados, táteis ou não,
visuais ou não, sentidos sempre.
Te recebo de braços abertos e coração aflito.

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